quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Crítica do Filme, Nosso Lar.

É bom deixar claro: existe o Espiritismo e existe o filme Nosso Lar. O tema deste texto é única e exclusivamente o filme.
Nosso Lar é o longa metragem brasileiro roteirizado e dirigido por Wagner de Assis (de A Cartomante) e baseado no livro homônimo do médico André Luís, psicografado por Chico Xavier. Logo no início da trama, André Luís (Renato Prieto) morre (ou desencarna, na terminologia Espírita) e seu espírito é levado para um terrível purgatório que o filme chama de “umbral”. É ali que André tomará contato com os planos espirituais que ele sequer supunha existir, enquanto destilava arrogância e prepotência durante sua vida terrena.
Supervisionados por Geoff D. E. Scott (curiosamente o mesmo de Como Cães e Gatos 2: A Vingança de Kitty Galore, que também estreia nesta sexta-feira, 28 de agosto), os efeitos visuais são irregulares, por vezes de ótima realização, por vezes fracos. Mas, para o Bem e para o Mal, é impossível que passem despercebidos. Eles foram desenvolvidos no Canadá pela Intelligent Creatures (empresa que atou também em Babel e Watchmen - O Filme). Mais de 350 imagens de Nosso Lar têm algum tipo de inserção gerada em computadores, quantidade “nunca feita antes numa produção brasileira”, de acordo com a assessoria de imprensa do filme.

A direção de arte é a básica do tema, desde os tempos de shangri-lá: túnicas brancas, jardins verdejantes, pássaros e fontes em profusão, casas de um colorido sempre com sabor de recém-pintado. E uma inspiração arquitetônica a La Niemeyer. Se é verossímil ou não, só quem já esteve lá poderá dizer.

Com ares multinacionais, Nosso Lar não apenas teve seus efeitos desenvolvidos no Canadá como também contou com a trilha sonora do badalado norte-americano Phillip Glass e a fotografia do suíço Ueli Steiger (o mesmo de 10.000 AC).

Totalmente sintonizado com o pensamento de Allan Kardec, Nosso Lar é um filme sobre redenção, segunda chance e - principalmente - evolução. Ele opta por uma linguagem simples e direta – pode-se dizer até didática – com a finalidade de atingir o maior número possível de pessoas. Um didatismo que esbarra muitas vezes na ingenuidade, e que aponta para o catequético. No afã de não deixar arestas, prefere eliminar qualquer tipo de sutileza, para que não falhe em sua intenção doutrinária. Não é um erro, mas uma opção: perde o Cinema, ganha a Missão.

O livro Nosso Lar, no qual o filme se baseia, está em sua 60° edição no Brasil, onde vendeu cerca de 2 milhões de exemplares. Já foi traduzido para o inglês, alemão, francês, espanhol, esperanto, russo, japonês, tcheco, braile, grego e é um dos campeões de venda da literatura espírita.

O elenco - de interpretações um pouco solenes demais - traz ainda Fernando Alves Pinto, Rosanne Mulholland, Inez Viana, Werner Schünemann, e participações especiais de Ana Rosa, Othon Bastos e Paulo Goulart.
Crítica de Celso Sabadin, para o UOL.

sexta-feira, 12 de março de 2010

A Ilha do Medo

Em 1954, no auge da Guerra Fria, o detetive americano Teddy Daniels e seu parceiro Chuck Aule são levados para Shutter Island, local que abriga o impenetrável Hospital Psiquiátrico Ashecliffe, a fim de investigar o misterioso desaparecimento de uma assassina. Enquanto uma tempestade se aproxima, as suspeitas ficam cada vez mais assustadoras. Dentro de um hospital assombrado pelas terríveis atitudes passadas de seus pacientes e pelos planos desconhecidos de seus médicos, Teddy começa a perceber que, quanto mais se aprofunda na investigação, mais é forçado a encarar alguns de seus piores temores. E entende que pode nunca sair vivo da ilha.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Avatar também é a maior bilheteria de todos os tempos no Brasil

Neste fim de semana, Avatar, a superprodução de James Cameron, conseguiu novos feitos também no Brasil. O filme, protagonizado por Sam Worthington, rendeu mais R$ 2,7 milhões. O acúmulo de R$ 81,4 milhões fez com que Avatar se tornasse a maior bilheteria da história do cinema no país, superando A Era do Gelo 3, que tem renda de R$ 80 milhões e 9 milhões de ingressos vendidos. Além da cifra recordista, o longa também é o primeiro a ultrapassar os 3 milhões de ingressos vendidos em salas 3D.

Em segundo lugar, o terror Premonição 4, que também está sendo exibido em 3D nos cinemas brasileiros, rendeu R$ 1,8 milhão e soma R$ 3,2 milhões.

A animação Alvin e os Esquilos 2 ficou na terceira colocação e acumula R$ 34 milhões, após ter conseguido mais R$ 1,3 milhão nas bilheterias.

Na quarta posição, Sherlock Holmes, com Robert Downey Jr., rendeu R$ 961,9 mil, seguido por Amor Sem Escalas, com George Clooney, que somou mais R$ 841 mil aos R$ 5,3 milhões até o momento.

Confira os dez filmes mais rentáveis no Brasil, neste fim de semana:

1º) Avatar - R$ 2,7 milhões
2º) Premonição 4 - R$ 1,89 milhão
3º) Alvin e os Esquilos 2 - R$ 1,3 milhão

4º) Sherlock Holmes - R$ 961,9 mil

5º) Amor Sem Escalas - R$ 841,2 mil

6º) O Fada do Dente - R$ 749,7 mil

7º) O Fim da Escuridão - R$ 738,5 mil

8º) High School Musical: O Desafio - R$ 641 mil

9º) Invictus - R$ 505,9 mil

10º) Guerra ao Terror - R$ 247,2 mil

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Conheça os indicados ao Oscar 2010

Foi divulgada ontem a lista de indicados ao 82º Oscar, em Los Angeles, nos Estados Unidos. O presidente da Academia, Tom Sherak, e a atriz Anne Hathaway, apresentaram os concorrentes às estatuetas em 24 categorias. Os vencedores serão divulgados no dia 7 de março, quando acontecerá a cerimônia de premiação, que será apresentado pelos atores Steve Martin e Alec Baldwin (de 30 Rock).

Avatar e Guerra ao Terror tiveram nove indicações cada um, liderando a lista dos favoritos do ano.

Melhor Filme

Avatar (2009)

O Lado Cego (2009)

Distrito 9 (2009)

Uma Educação (2009)

Guerra ao Terror (2008)

Bastardos Inglórios (2009)

Preciosa (2009)

A Serious Man (2009)

Up (2009)

Amor sem Escalas (2009/I)


Melhor Ator

Jeff Bridges por Coração Louco (2009)

George Clooney por Amor Sem Escalas (2009/I)

Colin Firth por A Single Man (2009)

Morgan Freeman por Invictus (2009)

Jeremy Renner por Guerra ao Terror (2008)


Melhor Atriz

Sandra Bullock por O Lado Cego (2009)

Helen Mirren por The Last Station (2009)

Carey Mulligan por Uma Educação (2009)

Gabourey Sidibe por Preciosa (2009)

Meryl Streep por Julie & Julia (2009)


Melhor Ator Coadjuvante

Matt Damon por Invictus (2009)

Christopher Plummer por The Last Station (2009)

Stanley Tucci por Um Olhar no Paraíso (2009)

Christoph Waltz por Bastardos Inglórios (2009)

Woody Harrelson por O Mensageiro(2009/I)


Melhor Atriz Coadjuvante

Penélope Cruz por Nine (2009)

Vera Farmiga por Amor Sem Escala (2009/I)

Maggie Gyllenhaal por Coração Louco(2009)

Anna Kendrick por Amor Sem Escala (2009/I)

Mo'Nique por Preciosa (2009)


Melhor Diretor

Kathryn Bigelow por Guerra ao Terror (2008)

James Cameron por Avatar (2009)

Lee Daniels por Preciosa (2009)

Jason Reitman por Amor Sem Escala (2009/I)

Quentin Tarantino por Bastardos Inglórios (2009)


Melhor Roteiro Orginal

Guerra ao Terror (2008): Mark Boal

Bastardos Inglórios (2009): Quentin Tarantino

O Mensageiro (2009/I): Oren Moverman, Alessandro Camon

Um Homem Sério (2009): Joel Coen, Ethan Coen

Up (2009): Bob Peterson, Pete Docter

Melhor Roteiro Adaptado

Distrito 9 (2009): Neill Blomkamp, Terri Tatchell

Preciosa (2009): Geoffrey Fletcher

Amor Sem Escalas (2009/I): Jason Reitman, Sheldon Turner


Melhor Fotografia

Avatar (2009): Mauro Fiore

A Fita Branca - Eine deutsche Kindergeschichte (2009): Christian Berger

Harry Potter e o Enigma do Princípe (2009): Bruno Delbonnel

Guerra ao Terror (2008): Barry Ackroyd

Bastardos Inglórios (2009): Robert Richardson


Melhor Edição

Avatar (2009): Stephen E. Rivkin, John Refoua, James Cameron

Distrito 9 (2009): Julian Clarke

Guerra ao Terror (2008): Bob Murawski, Chris Innis

Bastardos Inglórios (2009): Sally Menke

Preciosa (2009): Joe Klotz


Melhor Diretor de Arte

Avatar (2009): Rick Carter, Robert Stromberg

O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus (2009): Anastasia Masaro

Nine (2009): John Myhre

Sherlock Holmes (2009): Sarah Greenwood

The Young Victoria (2009): Patrice Vermette



Melhor Maquiagem

Il divo (2008)

Star Trek (2009)

The Young Victoria (2009) melhor Ediçao de Som

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Invictus (2009)

Recém-eleito, o presidente Nelson Mandela sabe que seu país permanece dividido racial e economicamente após o fim do apartheid. Acreditando ser capaz de unificar a população por meio da linguagem universal do esporte, Mandela apóia o desacreditado time da África do Sul na Copa Mundial de Rúgbi de 1995, que faz uma incrível campanha até as finais.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

George Clooney é executivo cruel em 'Amor sem escalas'

O cineasta Jason Reitman salta da adolescência, que retratou tão bem na comédia "Juno", sua primeira indicação ao Oscar de direção, para a idade adulta no drama "Amor sem escalas", que entra em circuito nacional nesta sexta-feira (22).


O filme recebeu no último dia 17 um Globo de Ouro de melhor roteiro, adaptado por Reitman e Sheldon Turner a partir de livro de Walter Kim. Além disso, Reitman recebeu uma indicação ao prêmio do Sindicato dos Diretores da América, o que representa uma forte tendência de que será novamente indicado ao Oscar da categoria este ano. As indicações do Oscar serão divulgadas em 2 de fevereiro.


Embora tenha diversos momentos divertidos, "Amor sem escalas" aborda temas polêmicos e bem contemporâneos do mundo do trabalho.

George Clooney (de "Queime depois de ler") interpreta Ryan Bingham, um executivo que não sai do avião, ganhando um bom salário e acumulando milhares de milhas fazendo um trabalho sujo e antipático - é contratado por diretores de empresas que estão realizando demissões em massa para dar a triste notícia aos ex-empregados. E, de quebra, tentar convencê-los de que perder o emprego pode ter um lado positivo.


Bingham vive tão longe do chão que perdeu quase completamente o contato com a própria sensibilidade. Já não se abala com a crueldade de seu trabalho. Aliás, também não é capaz de manter qualquer ligação emocional com ninguém, nem com sua própria família. Suas irmãs mal conseguem conversar com ele ao telefone.


Mudança de rumo
Três situações forçam-no a encarar as coisas de que ele foge. As duas irmãs o procuram porque uma delas vai se casar. Ele conhece uma bela executiva, Alex (Vera Farmiga, de "Os infiltrados"), que é exatamente igual a ele em tudo, por isso, torna-se fácil um envolvimento. A terceira é a chegada de uma nova executiva, jovenzinha e carreirista, que pretende revolucionar os métodos em sua própria empresa, Natalie Keener (Anna Kendrick). A moça simplesmente quer tornar o trabalho deles mais impessoal ainda, demitindo as pessoas via internet.

Abalado pelo assédio feminino em vários níveis, Ryan sente-se fragilizado. No fundo, talvez nada do que ele pensou ou fez até agora se sustente mais. O melhor aspecto desta balançada afetiva do protagonista é que o roteiro não lhe oferece uma redenção fácil, muito menos uma jornada de autoflagelação.


Os personagens delineados no filme são bem próximos da realidade. Nesse aspecto é que a história mais se afasta dos clichês da comédia romântica. Quem for vê-lo esperando aquele final feliz açucarado vai se decepcionar. "Amor sem escalas" exige um pouco mais de seu espectador, mas também entrega mais ao final da sessão.

(Por Neusa Barbosa, do Cineweb)
* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

James Cameron e "Avatar" brilham no Globo de Ouro 2010

LOS ANGELES – A 67ª edição do Globo de Ouro, realizada ao longo de um jantar de gala no Hotel Beverly Hilton, em Los Angeles, na noite deste domingo (17), consagrou "Avatar". O épico em 3D que vem fazendo história nas bilheterias recebeu dois dos principais prêmios da noite, o de melhor filme - drama e melhor direção, para James Cameron. Ao receber de Julia Roberts a última estatueta da noite, o cineasta deu um recado aos críticos de seu longa-metragem. "Este é o melhor emprego do mundo. Fazemos entretenimento para o público, e é disso que o Globo de Ouro precisa."


Considerada a segunda maior premiação da temporada, o Globo de Ouro também premiou há 12 anos "Titanic", o trabalho anterior de Cameron, nas mesmas categorias, e o filme repetiu o feito no Oscar. A dobradinha pode acontecer de novo em 2010. Ao agradecer o troféu de melhor diretor, Cameron começou seu discurso lembrando a ex-mulher e concorrente Kathryn Bigelow, de "Guerra ao Terror" – "ela merecia muito esse prêmio" –, mas reconheceu o mérito de "Avatar" e de todos os artistas envolvidos no filme, "que trabalharam quatro anos e meio nos animais, na grama, em tudo para dar vida a Pandora", o planeta em que a trama se passa.

Os convidados da festa, promovida pela Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood, tiveram que atravessar o tapete vermelho debaixo de guarda-chuvas, já que uma tempestade fora de época atingiu a região no fim da tarde. O assunto dominou as entrevistas antes da premiação. Nada fácil para estrelas como Kate Hudson e Penélope Cruz, vestidas, como de praxe, com volumosas roupas de gala.


Boa parte dos atores e diretores usaram fitas coloridas no peito em apoio às vítimas do terremoto no Haiti. Na próxima sexta-feira, George Clooney vai comandar um programa na televisão norte-americana para arrecadar recursos ao país caribenho.


Pela primeira vez em 15 anos, a cerimônia contou com um apresentador, e não apenas com astros para anunciar os prêmios. A tarefa ficou a cargo do comediante britânico Ricky Gervais, conhecido pela série "Extras" e pela versão original de "The Office", no Reino Unido. Discreto, com poucas intervenções, Gervais chamou mais a atenção pelo merchandising de seus trabalhos, que provocaram pouco mais que sorrisos amarelos.

Pistas para o Oscar
O sucesso "Se Beber, Não Case" surpreendeu e levou para casa o prêmio de melhor filme de comédia ou musical, batendo favoritos como "Nine" e "Julie & Julia". Meryl Streep, aliás, foi escolhida melhor atriz pelo último, no qual interpreta a apresentadora de programas de culinária Julia Child. Bastante nervosa, Streep disse que sua carreira sempre serviu como "veículo para contar histórias de outras pessoas" e dedicou o prêmio a sua mãe, a artista Mary W. Streep.


Como esperado, Sandra Bullock recebeu o prêmio de melhor atriz dramática por "The Blind Side", uma das maiores bilheterias de sua carreira nos Estados Unidos. "Posso não ser a mais talentosa, mas ganhei a oportunidade de fazer esse filme", afirmou a atriz, que fez questão de lembrar as colegas da categoria. Bullock também havia sido indicada por seu trabalho em "A Proposta".


E se no ano passado a Associação da Imprensa Estrangeira reconheceu a volta por cima de Mickey Rourke, agora foi a vez de Robert Downey Jr., melhor ator em comédia ou musical por "Sherlock Holmes". Sem seguir o protocolo, o astro fez graça e disse que não agradeceria ao estúdio responsável pelo filme. "Se eles não tivessem a mim, não teríamos nada e estariam apanhando de 'Avatar'", brincou.


Aplaudido de pé, Jeff Bridges – uma das apostas dadas certas para o Oscar – venceu como melhor ator dramático por "Crazy Heart", no qual interpreta um cantor country em plena decadência que vê a chance de reerguer a carreira. Jeff lembrou o pai, o também ator Lloyd Bridges. "Ele incentivou todos os filhos a ir para o showbizz. Ainda bem que ouvi a ele", afirmou.


A festa começou concedendo o prêmio de melhor atriz coadjuvante para Mo'nique, pelo drama independente "Preciosa". Muito emocionada, Mo'nique dedicou a estatueta, entregue por Nicole Kidman, a seu marido e à equipe do filme, em especial ao diretor Lee Daniels e à atriz Gabire Sadibe, que protagoniza o longa-metragem.

O alemão Christoph Waltz confirmou seu favoritismo e ganhou como ator coadjuvante por "Bastardos Inglórios", em que interpreta um oficial nazista. Em seu discurso de agradecimento, no qual abusou de metáforas astronômicas, o papel principal coube ao diretor Quentin Tarantino. "Não me atreveria a pensar que meu pequeno mundo faria parte dessa constelação", citando o cineasta, Brad Pitt, Diane Kruger e outros colegas de elenco.


A comédia "Amor Sem Escalas", que era a campeã de indicações, venceu apenas o prêmio de melhor roteiro, escrito por Sheldon Turner e pelo diretor Jason Reitman ("Juno", "Obrigado por Fumar"). Surpreso por Quentin Tarantino não ter sido o ganhador, Reitman lembrou no palco o ator George Clooney, "um dos homens mais incríveis que já conheci", e seu pai, o também cineasta Ivan Reitman.


Scorsese: "mestre do cinema"
"Up - Altas Aventuras", recebeu o Globo de Ouro de melhor animação, conquista que deve repetir no Oscar. Os indicados à categoria foram apresentados por Paul McCartney, que lembrou que esses filmes não foram feitos apenas para crianças, mas também por "adultos que tomam drogas". A brincadeira é uma referência a "Yellow Submarine", animação dos Beatles que será refilmada com tecnologia 3D.


McCartney, por sinal, foi derrotado, ao lado de Bono, do U2, na categoria de melhor canção para "The Weary Kind", música do filme "Crazy Heart". Já no Globo de Ouro de melhor trilha sonora, deu "Up" mais uma vez, em prêmio entregue ao compositor Michael Giacchino.

Premiado com a Palma de Ouro em Cannes, "A Fita Branca", do diretor alemão Michael Haneke, derrotou Pedro Almodóvar e Giuseppe Tornatore e ficou com o prêmio de melhor filme estrangeiro. A estatueta foi entregue pela estrela italiana Sophia Loren, aplaudida de pé pela plateia.


O grande homenageado da noite foi o diretor Martin Scorsese, que recebeu o prêmio Cecil B. DeMille. Assim como acontece em todos os anos, Scorsese viu um clipe com cenas de sua extensa filmografia, que inclui filmes como "Cabo do Medo", "Taxi Driver", "O Aviador", "Touro Indomável", "A Última Tentação de Cristo" e "Os Infiltrados", pelo qual finalmente ganhou o Oscar.


Robert De Niro fez graça com sua duradoura parceria com o cineasta. "Passamos 20 anos fazendo filmes juntos e nos últimos 10, só entregamos prêmios um ao outro. Parecemos um velho casal, só não dormimos mais juntos." Superlativo, Leonardo Di Caprio disse que daqui a mil anos, Scorsese será lembrado como sinônimo de "arte no cinema".


Pequenino, o diretor foi ovacionado pelo público e disse ser uma "honra extraordinária" receber a honraria. Com humildade, dividiu o prêmio com todas as pessoas com quem já trabalhou. "Ao ver os créditos finais, todos sabem a quantidade de pessoas que fazem um filme. É um processo colaborativo, e por isso gostaria de agradecer a todos." O clipe da homenagem também aproveitou para fazer uma clara propaganda do próximo longa de Scorsese, "Ilha do Medo".


Televisão não teve surpresas
Confirmando sua preferência entre os críticos, "Mad Men" venceu pelo terceiro ano consecutivo como melhor série dramática. Já a consagrada pelo público "Dexter" teve que se contentar com os prêmios de interpretação. Michael C. Hall, indicado outras três vezes ao prêmio, foi finalmente eleito melhor ator. Usando um gorro para disfarçar a falta de cabelos – atualmente Hall está tratando um câncer –, dedicou a estatueta ao resto da equipe, inclusive a John Lithgow, que pouco antes havia vencido como melhor ator coadjuvante. Julianna Margulies foi escolhida melhor atriz em série dramática por "The Good Wife".

A amalucada "Glee", mistura de musical e intrigas em um colégio norte-americano, venceu como melhor série de comédia. Toni Collette foi eleita melhor atriz por seu trabalho em "United States of Tara", no qual interpreta uma mulher com múltiplas personalidades. Já Alec Baldwin, que não estava presente na cerimônia, foi o vencedor por "30 Rock" – é a terceira vez que Baldwin recebe o Globo de Ouro pela série, depois de 2007 e 2009.

O telefilme "Grey Gardens" foi escolhido melhor minissérie ou filme feito para a TV. Estrelado por Drew Barrymore e Jessica Lange, a produção já havia ganho o Emmy na mesma categoria. O roteiro, baseado em um famoso documentário de mesmo nome, retrata a vida das excêntricas tia e prima de Jacqueline Onassis. Barrymore venceu o prêmio de melhor atriz por seu papel e disse considerar Hollywood "sua família", já que está no mundo do entretenimento desde os 7 anos de idade.


Kevin Bacon recebeu o Globo de Ouro de melhor ator em um telefime por "Taking Chance", drama que retrata a volta de um soldado norte-americano do Iraque. Ainda nos prêmios de televisão, Chloë Sevigny foi eleita melhor atriz coadjuvante pela série "Big Love".


O Globo de Ouro é a principal prévia do Oscar, que será realizado no Kodak Theatre no dia 07 de março. A lista de indicados será conhecida pouco mais de um mês antes, no dia 02 de fevereiro.


Veja a lista completa de premiados no Globo de Ouro 2010:

Melhor filme - drama: "Avatar"


Melhor filme - comédia ou musical: "Se Beber, Não Case"


Melhor diretor: James Cameron, por "Avatar"


Melhor ator - drama: Jeff Bridges, por "Crazy Heart"


Melhor atriz - drama: Sandra Bullock, por "The Blind Side"


Melhor ator - comédia ou musical: Robert Downey Jr., por "Sherlock Holmes"


Melhor atriz - comédia ou musical: Meryl Streep, por "Julie & Julia"


Melhor roteiro: "Amor Sem Escalas"


Melhor ator coadjuvante: Christoph Waltz, por "Bastardos Inglórios"


Melhor atriz coadjuvante: Mo'nique, por "Preciosa"


Melhor animação: "Up - Altas Aventuras"


Melhor filme estrangeiro: "A Fita Branca", de Michael Haneke


Melhor trilha sonora: "Up - Altas Aventuras"


Melhor canção: "Crazy Heart"


Melhor série - drama: "30 Rock"


Melhor atriz em série - drama: Julianna Margulies, "The Good Wife"


Melhor ator em série - drama: Michael C. Hall, "Dexter"


Melhor série - comédia: "Glee"


Melhor ator em série - comédia ou musical: Alec Baldwin, por "30 Rock"


Melhor atriz em série - comédia ou musical: Toni Collette, por "The United States of Tara"


Melhor minissérie ou filme feito para a TV: "Grey Gardens"


Melhor ator em minissérie ou filme feito para a TV: Kevin Bacon, por "Taking Chance"


Melhor atriz em minissérie ou filme feito para a TV: Drew Barrymore, por "Grey Gardens"


Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV: John Lithgow, por "Dexter"


Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV: Chloë Sevigny, por "Big Love"