terça-feira, 28 de julho de 2009

ÉPICO INDICADO AO OSCAR RETRATA A JUVENTUDE DE GENGHIS KHAN

SÃO PAULO - O mito antes do mito. Este é o foco de "O Guerreiro Genghis Khan", o épico do diretor russo Sergei Bodrov ("O Prisioneiro das Montanhas") que recria a biografia do famoso conquistador mongol (1162-1227), focalizando seu período de transformação no temido e implacável líder. A produção foi indicada ao Oscar de filme estrangeiro em 2008.
O roteiro, do próprio Bodrov e de Arif Aliyev (também parceiro em "O Prisioneiro das Montanhas"), segue o personagem desde a infância, quando ele ainda era conhecido por seu nome, Temudgin (Odnyam Odsuren). É o ano de 1172 e o garoto tem nove anos.
Filho de um chefe tribal (Ba Sen), o menino tem sua vida drasticamente mudada por uma tragédia - seu pai é envenenado por um clã rival e os próprios servidores voltam-se contra ele. Por pouco, Temudgin não é morto.
O garoto torna-se fugitivo. Errando pelas estepes nevadas, é ajudado por outro menino, Jamukha (Amarbold Tuyshinbayar). Começa aí uma amizade profunda, que leva os dois a tornarem-se irmãos de sangue. No futuro, essa amizade será desfeita, pois Temudgin (adulto, interpretado pelo ator japonês Tadanobu Asano, de "Zatoichi") e Jamukha (agora, o ator chinês Honglei Sun, de "O Caminho para Casa") se tornarão rivais de morte.

Outra figura essencial na vida de Temudgin é sua mulher, Borte (interpretada pela estreante mongol Khulan Chuluun). Escolhida ainda criança, como era o hábito da época, pelo próprio menino na fatídica viagem que culminou com a morte do pai dele, Borte será sempre uma companheira e conselheira disposta aos maiores sacrifícios para segui-lo - como ela demonstra ao ir ao seu encontro, quando Temudgin passa longo período preso no reino de Tangut. Uma prisão que foi resultado de um primeiro confronto como o ex-irmão de sangue, Jamukha.
Filmado em locações entre o Cazaquistão, a China e a Mongólia, o filme, que estreia em circuito nacional, exigiu uma logística notável. O motivo é que retrata inúmeras batalhas a cavalo, exigindo a participação de centenas de dublês e figurantes, sem contar pesados figurinos e armas de época.
(Por Neusa Barbosa, do Cineweb)

PRÓXIMAS ESTRÉIAS: 31 DE JULHO


À DERIVA

Uma tradicional família de classe média alta passa as férias de verão em Búzios, Rio de Janeiro. A viagem se configura como um esforço coletivo entre os pais e seus três filhos de reconstruir a família e reconquistar a felicidade já perdida. Filipa (Laura Neiva), uma menina de 13 anos, carrega consigo os conflitos clássicos de sua idade. Encontra-se em pleno ritual de passagem da adolescência para a idade adulta quando é sugada pela crise inesperada no casamento de seus pais. Ao longo do filme, Filipa tenta desesperadamente desvelar um caso amoroso entre seu pai e uma mulher mais jovem, vizinha de sua casa de praia. O tom mais urgente e perigoso do filme, apesar de delicado, é potencializado por um crime passional envolvendo um casal vizinho, que deixa uma casa manchada de sangue e abandonada, um lugar que ironicamente servirá de parque de diversões para as crianças do balneário.

PRÓXIMAS ESTRÉIAS: 31 DE JULHO



KURT COBAIN - RETRATO DE UMA AUSÊNCIA

Baseado no livro Come As You Are: The Story of Nirvana, do jornalista Michael Azerrad, o filme revela conversas gravadas em mais de 25 horas de fitas, nas quais Kurt Cobain fala sobre sua própria vida, da infância, da descoberta musical e da sua relação com a fama. A trilha sonora contém músicas de David Bowie, Iggy Pop, R.E.M., entre outros cantores e bandas que influenciaram o estilo musical de Kurt Cobain.
CRÍTICAS
Heitor Augusto
Na verdade, quem for assistir a Kurt Cobain – Retrato de Uma Ausência com a ideia de colocar o músico sob um selo “disso” ou “daquilo” vai, no bom dito popular, cair do cavalo.
O documentário de AJ Schnack é simples. Voz e imagem. O áudio é apenas de Cobain, que fala sobre absolutamente tudo com uma organização caótica. As imagens são as captadas pelo diretor nos cenários descritos pelo músico: Aberdeen, a cidade natal; Olympia, onde a música começa acontecer com força; e Seattle, explosão musical e morte.
As entrevistas de Cobain são frutos de mais de 25 horas de fitas gravadas pelo jornalista Michael Azerrad, editadas no livro Come As You Are: The Story of Nirvana. O roteiro é cronológico, abarcando desde as memórias do músico na infância, a primeira guitarra, a ausência paterna, os primeiros namoros, o vazio e por aí vai. À primeira vista, pode parecer muito esquemático. Aguarde, pois não é.
Especialmente devido à personalidade do líder do Nirvana. Cobain é muito, muito contraditório, comportamento refletido constantemente pelo filme. Em um momento, ele está empolgado com a cena cultural de Olympia e, repentinamente, mostra enjoo e preguiça do que considera mesmice. Depois, destila um ódio gratuito com Seattle, mas se amarra na ideia de ir para lá. Contradição após de contradição, situação que deixa o espectador completamente sem chão. É difícil formar uma opinião sobre Cobain. Esta é a principal energia do filme.
Em determinado momento, todas as energias de sua vida se voltam para a busca do punk rock verdadeiro, puro. Em outro, ele flerta com a ideia do sucesso, da popularidade, com a mistura de elementos pop com o som sujo e grunge. O Cobain de Kurt Cobain – Retrato de Uma Ausência é híbrido.
Schnack não é cômodo e busca algo além das entrevistas. As imagens tentam ser tão eletrizantes como a explosão das falas do músico. Óbvio que Cobain é muito mais interessante, mas o diretor vai fundo em tentar encontrar imagens que traduzam as palavras do roqueiro: como representar o tédio e ódio que ele tinha com o mundo? E o sentimento do tocar para se divertir?
O filme sonega ao espectador a imagem de Cobain, mas nos entrega seus atribulados pensamentos com sinceridade. E ainda nos saboreia com canções e artistas que influenciaram o músico, seja com famosos como Bowie (The Man Who Sold The World) e Queen (It’s Late) com menos populares, como The Vaselines (Son of a Gun). Sem contar a eterna fissura no R.E.M.
Kurt Cobain – Retrato de Uma Ausência, que chega aos cinemas brasileiros três anos após ser finalizado e 15 anos após a morte da estrela do Nirvana, pode ser a última reflexão sobre porque ele e sua obra foram daquela maneira: contraditória.

PRÓXIMAS ESTRÉIAS: 31 DE JULHO

EFEITO BORBOLETA: REVELAÇÃO


Jovem descobre que pode viajar no tempo, atuando nos fatos do passado para modificar o futuro. Ele usa esse dom para impedir que sua namorada seja assassinada e, como conseqüência, acaba desencadeando uma cadeia que transforma outra pessoa em um serial killer.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Anima Mundi, em 17ª edição, começa em São Paulo

O principal evento relacionado à produção em animação do Brasil tem sua edição paulistana realizada entre quarta-feira (22/7) até domingo (26), no Memorial da América Latina e Centro Cultural Banco do Brasil. Criado em 1993, o festival se tornou responsável por popularizar e incentivar o cinema de animação no Brasil, com fóruns de debates, encontros, palestras, oficinas e a aguardada mostra de filmes, com um panorama da produção mundial.
Depois de passar pelo Rio de Janeiro, o Anima Mundi traz 401 filmes de 40 países, que se dividirão em quatro mostras competitivas (de longas-metragens, curtas, Infantil e portfólio), além de outras quatro não-competitivas (Animação em Curso, Futuro Animador e Panorama de curta e longa). O festival comemora em 2009 os dez anos do concurso Anima Mundi Web, com animações feitas exclusivamente para a internet, e o pioneiro Anima Mundi Celular, que completa cinco anos.
Para a edição 2009, o Anima Mundi recebeu quase 1.300 inscrições de curtas-metragens de animação, enviados de todas as partes do mundo. Depois do Brasil – que comparece com 66 filmes –, França (56), Reino Unido (47), Estados Unidos (46) e Alemanha (24) foram os campeões de seleção, que ainda conta com filmes vindos de lugares como Ucrânia, Taiwan, República Tcheca, Moçambique, Letônia, Eslováquia e Croácia.
Fora das salas de cinema, as tradicionais oficinas (de técnicas como pixilation, massinha, areia, desenho) continuam a divertir crianças e adultos, marcando o primeiro contato com a animação entre a maioria dos participantes. Os encontros do Papo Animado também prometem repetir o sucesso de anos anteriores com três convidados especiais: o estoniano Priit Pärn, o francês Michel Ocelot (Kiriku e a Feiticeira) e o animador/ pesquisador americano Amid Amidi.

PRÓXIMAS ESTRÉIAS 24 DE JULHO: INIMIGOS PÚBLICOS

Durante a Depressão, o governo americano tenta deter os criminosos John Dillinger (Johnny Depp), Baby Face Nelson (Stephen Graham) e Pretty Boy Floyd (Channing Tatum), transformando o FBI na primeira agência federal de polícia do país.
CRÍTICAS
Angélica Bito
Alguns bandidos exercem certo fascínio, tornando-se figuras notórias. John Dillinger [1903 – 1934] foi um deles. Atuando nos EUA em plena Depressão de 30, tornou-se uma espécie de herói do povo por assaltar bancos numa época em que essas instituições eram responsabilizadas pela crise econômica que assolou o país, um verdadeiro Robin Hood do século 20. Coube a Johnny Depp (Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet) o desafio de dar vida ao ladrão de bancos conhecido pelo porte atlético, o carisma e por conseguir assaltar um banco em menos de dois minutos no longa-metragem Inimigos Públicos. O filme não pretende retratar de forma “quadrada” a vida do personagem, mas sim explorar os acontecimentos que antecederam sua morte em diversas esferas. O roteiro, escrito por Ronan Bennett, Ann Biderman (Copycat – A Vida Imita a Arte) e Michael Mann (Miami Vice), este último também diretor do longa, interessa-se na forma como o grupo de Dillinger se organizou para atingir a notoriedade que teve, ao mesmo tempo em que explora a vaidade do bandido e o romance com a bela Billie Frechette (Marion Cotillard). Paralelamente, Inimigos Públicos também desenvolve a formação do FBI, instituição de combate ao crime criada a fim de tornar mais organizada, digamos, a ação da polícia na captura de bandidos, esses sim realmente organizados. Sob o comando de Melvin Purvis (Christian Bale) – policial obcecado pela captura de Dillinger -, os policiais passam a agir de forma organizada, focando na investigação e no trabalho da inteligência. O foco do longa está em ambos os lados, “mocinhos” e “bandidos”, mas jamais adquire uma posição maniqueísta. Inimigos Públicos toca em alguns assuntos pontuais nessa criação do FBI: a notoriedade dos bandidos, elevados ao status de celebridades numa época de depressão econômica; a relação da imprensa com ambos os lados da lei; o conflito de vaidades; e, principalmente, a audácia de Dillinger, que chega a conversar com policiais do departamento do FBI criado para sua caça sem ao menos ser reconhecido – momento que reproduz uma das passagens na vida do personagem, por mais absurda que pareça -, criando um retrato bastante interessante. A direção de Mann, com câmera na mão e enquadramentos intimistas – aliada às boas atuações - ajuda a levar o espectador a ter uma visão fora do convencional em se tratando de um tema tão explorado no cinema norte-americano.

PRÓXIMAS ESTRÉIAS 24 DE JULHO: O GUERREIRO GENGHIS KHAN



Reconstituição dos primeiros anos de vida de Genghis Khan, escravo que se tornou um dos maiores conquistadores de todos os tempos. Ele chegou a dominar metade do mundo conhecido até então, incluindo a Rússia no ano de 1206.
Alemanha, anos 70: atentados a bomba, a ameaça do terrorismo e o medo do inimigo interior abalam as bases da ainda frágil democracia alemã. As crianças radicais da geração nazista, lideradas por Andreas Baader (Moritz Bleibtreu), Ulrike Meinhof (Martina Gedeck) e Gudrun Ensslin (Johanna Wokalek) travam uma guerra violenta contra o que veem como a personalização do facismo. O objetivo é criar uma sociedade mais umana, mas os desdobramentos levam à perda da sua humanidade.
CRÍTICAS
Heitor Augusto
Se você tem menos de 40 anos, é provável que nunca tenha ouvido falar, exceto em livros de História, da agitação política na Alemanha nos anos 60 e 70. Muito menos de um grupo de esquerda, o Baader Meinhof (também conhecido como Facção Exército Vermelho). Está na hora de conhecê-lo. Para tal, O Grupo Baader Meinhof, candidato alemão ao Oscar e ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro, pode ser considerado o filme definitivo sobre o grupo “formalmente” criado em 1970 e pulverizado nove anos depois. De uma organização cuja história é pontuada por tiros, discussões políticas, explosões e um desejo de impedir o marasmo que permitira, trinta anos antes, a ascensão de Hitler, espera-se um filme com ação. Mas o diretor Uli Edel (Eu, Christiane F., 13 anos, Drogada e Prostituída) não transforma a história em uma vazia trama com perseguições alucinadas. Felizmente, investe em uma investigação psicológica de seus personagens, na análise política do pós-Segunda Guerra Mundial na Alemanha e nos acontecimentos mundiais dos anos 60. Dosa perfeitamente os dois elementos, movimento e reflexão, um filme de “ação cabeça”. Não é um tratado intelectual sobre a luta armada na Alemanha, porém passa longe do estereótipo de produções que não acrescentam nada (leia-se Trama Internacional). Entendemos o carisma de Andreas (Moritz Bleibtreu), a determinação de Gudrun (Johanna Wokalek), os conflitos de Ulrike (Martina Gedeck) e o sangue frio do chefe da polícia alemã (Bruno Ganz). Um elenco cujos nomes são difíceis de pronunciar, mas que é associado a bons filmes alemãos, como A Vida dos Outros (Martina), Aimée & Jaguar (Johanna), A Experiência (Moritz), A Queda – As Últimas Horas de Hitler (Bruno). Entre os quase 200 personagens de O Grupo Baader Meinhof, o mais interessante é Ulrike Meinhof. Ela é o elemento fundador do grupo e, simultaneamente, seu ponto mais fraco. Uma jornalista que percebeu que em momentos de cisão, a palavra não é suficiente. Sua mudança de postura é filmada como uma epifania, tão libertadora quanto o índio saltando da janela em Um Estranho no Ninho. Assistir a essa produção de Bernd Eichinger desperta em mim o desejo de ver um filme brasileiro de ficção sobre as organizações de esquerda brasileiras que atuaram na ditadura, como o MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro), ALN (Aliança Libertadora Nacional) ou a VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares). Afinal, a exemplo de Ulrike Meinhof, temos jornalistas que deixaram as palavras e partiram para a ação, como Alípio Freire (da Ala Vermelha), Fernando Gabeira (MR-8), Luiz Eduardo Merlino (do POC) e até mesmo Frei Beto, que ao lado dos franciscanos apoiou a luta armada. Seria um ótimo complemento às cinebiografias (Lamarca), aos filmes de personagem (Cidadão Boilesen) ou a eventos (O que É Isso, Companheiro?, sobre o sequestro de Charles Elbrick). Alguém topa o desafio?

Celso Sabadin
Os mais quarentões certamente se lembrarão: os noticiários dos anos 60 e 70 falavam insistentemente de um tal Grupo Baader Meinhof, associado a atividades terroristas na Alemanha, com ramificações pelo Oriente Médio. Era uma época de profundas convulsões políticas, onde imagens de manifestantes enfrentando policiais, ocultados sob densas camadas de gás lacrimogênio (hoje em dia fala-se de "gás de efeito moral", coisa que eu nunca entendi extamente o que signirfica) eram comuns nos telejornais norturnos. Com pouco mais de 10 anos da época, eu colocava dentro do mesmo tacho nomes como Willy Brandt, Aldo Moro, Tupamaros e - sim - Baader Meinhof, que permanceram no meu inconsciente preto e branco como coisas que o Cid Moreira e o Sérgio Chapelin falavam na época. Nada era muito claro para mim.
Para dissipar estas dúvidas (e o gás lacrimogênio) o drama
O Grupo Baader Meinhof cai como uma luva. De forma clara e linear (e não por isso menos empolgante), o filme é uma verdadeira aula de história política dos pós-Segunda Guerra, mostrando as origens, o desenvolvimento, a atuação e a queda do grupo radical de esquerda criado pelo ativista Andreas Baader (Moritz Bleibtreu, deCorrra, Lola, Corra) e pela jornalista Ulrike Meinhoff (Martina Gedeck).
Um dos grandes méritos do diretor Uli Edel ao adaptar o livro de Stefan Aust foi equilibrar ação, suspense, política, reflexão histórica e - por que não - um certo didatismo importante na contextualização dos fatos. E sem cair na fácill tentação de glamourizar a esquerda e demonizar a direita. O mundo é muito mais que isso, e o filme de Edel também. Os personagens são críveis, factíveis, os momentos de maior violência são bem dosados (ainda que flertem com a estética norte-americana, "pecado" cada vez mais recorrente no cinema europeu), e a discussão histórico-político da época é colocada de maneira que as duas horas e meia de filme não se mostrem, em nenhum momento, aborrecidas.
O Grupo Baader Meinhof agrada tanto aos interessados por uma vertente política de cinema, como também aos que preferem simplesmente uma boa história de ação. E, não por acaso, abre com Janis Joplin e fecha com Bob Dylan... O filme teve várias indicações a prêmios em eventos internacionais mas, mais importante que isso, reabriu algumas importantes discussões sobre a atuação do governo alemão sobre o caso.
Não deixe de ver.

PRÓXIMAS ESTRÉIAS 24 DE JULHO: HALLOWEEN O INÍCIO

Aos 10 anos, Michael Myers é um garoto problemático, excluído por todos. Sua mãe é uma stripper no clube local e vive brigando com o namorado. Para descontar sua raiva do mundo, Michael tem o hábito de maltratar animais, até que um dia o diretor da escola descobre e informa à sua mãe que o garoto possue tendências psicopatas. Numa noite de Halloween, fantasiado com uma de suas máscaras preferidas, ele perde totalmente o controle, assassina todos na casa e vai parar num reformatório para crianças. Depois de ficar recluso por 17 anos, ele foge da instituição mental e retorna à cidade em busca de vingança e qualquer um que atravessar seu caminho, está correndo um grave perigo de morte.

PRÓXIMAS ESTRÉIAS 24 DE JULHO: CORAÇÃO VAGABUNDO

Coração Vagabundo registra a turnê A Foreign Sound, de Caetano Veloso, por São Paulo, EUA e Japão. Além das imagens das apresentações, o diretor Fernando Andrade deixa o músico livre para dissertar sobre a saída de sua cidade natal, o sucesso no Exterior, a relação com Almodóvar e a separação de Paula Lavigne.
Heitor Augusto
Desde os tempos de Santo Amaro da Putrificação, Caetano Veloso estabelece uma relação próxima com o cinema. De cinéfilo a crítico, aos 18 anos, do baiano Diário de Notícias, passando por interpretações de suas músicas em filmes, como Fale Com Ela, de Pedro Almodóvar. Sem contar a paixão por Nino Rotta e a composição Giulietta Masina, escrita em homenagem à atriz e esposa de Federico Fellini.Caetano já dirigiu um longa, Cinema Falado, de 1986, no qual há mais falas do que imagens, divagando sobre temas mil. Caetano também já foi retratado por um documentário, Os Doces Bárbaros, de Tom Job Azulay, que focou a reunião do grupo homônimo, formado também por Gil, Gal e Bethânia.
Mas Coração Vagabundo é o primeiro filme a apresentar única e exclusivamente a pessoa de Caetano Veloso. Não é a grandeza do artista que transcendeu classificações de gêneros musicais, mas a intimidade do homem. A primeira cena, que revela parte do corpo nu do músico ao fazer a barba, é introdução ao espectador do que o diretor Fernando Grostein Andrade irá apresentar.
Não há roteiro prévio. Andrade apenas acompanha o músico pelas ruas de Nova Iorque e do Japão, durante a turnê de A Foreing Sound, álbum que reuniu standard da música americana, como Feelings e Love for Sale. Câmera na mão, passeio pelas ruas e espaço para Caetano dissertar. Como ele nem sempre diz coisas interessantes e, volta e meia, solta as famosas "caetanices" (frases que ligam o nada à coisa nenhuma), Coração Vagabundo perde sua capacidade de seduzir o público.
O Caetano-homem expõe-se abertamente em dois momentos. O primeiro é dramático, no qual a iminente separação de sua mulher Paula Lavigne é delineada por um olhar fugidio. O segundo é comovente: em visita a um templo no Japão, um monge explica que gosta muito de suas canções, em especial Coração Vagabundo, que dá título ao filme.
A opção de Fernando Grostein Andrade, jovem publicitário que estréia na direção de um longa-metragem, foi por aproximar-se da intimidade do músico. Talvez porque Caetano não precise de um documentário para validar sua qualidade artística, ou porque dimensionar as várias análises do trabalho de sua obra seja uma tarefa mais complexa que segui-lo e deixar espaço aberto para seus devaneios.
De qualquer forma, Coração Vagabundo privilegia a intimidade para colocar em segundo plano a produção musical. Não está sob discussão a habilidade camaleônica de Caetano, que da bossa - gênero da música-título do filme - chega a clássicos da música romântica norte-americana. Para os fãs interessados em curiosidades da vida do músico, um prato cheio. Para espectadores que preferem uma versão mais complexa do Caetano-artista, o filme traz pouco. Muito pouco.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Jim Caviezel sofre acidente de moto



Jim Caviezel (A Paixão de Cristo) sofreu acidente de moto em Washington, nesta quinta-feira (16/7). O ator estava em sua Harley-Davidson quando foi surpreendido por um ciclista, que jogou sua bicicleta contra o ator.
Com a queda, Caviezel, que usava capacete, sofreu apenas cortes e leves escoriações, que foram tratados no Cascade Medical Center, em Leavenworth. Segundo um policial local, o ciclista, provavelmente, tinha problemas mentais.
Jim Caviezel estará novamente nas telas norte-americanas em janeiro, na ficção científica Outlander. No Brasil, o filme será lançado diretamente em DVD, em 19 de fevereiro de 2010.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

'Brüno' lidera as bilheterias

O filme Brüno, nova comédia do polêmico Sacha Baron Cohen, teve uma estreia de sucesso no final de semana. Com 30,4 milhões de dólares, o longa-metragem em estilo documentário ficou em primeiro lugar nas bilheterias americanas e canadenses. Ele chegou a superar o grande hit de Cohen, Borat, cuja première rendeu 26,5 milhões de dólares em 2006.
Quase metade da venda de ingressos de Brüno foi registrada na sexta-feira, levantando especulações sobre a capacidade do filme em se manter no topo. Foram 14,4 milhões de dólares logo no primeiro dia do final de semana, seguidos por 8,8 milhões de dólares no sábado e estimados 7,2 milhões de dólares no domingo.
Para o analista de bilheteria do Hollywood.com, Paul Dergarabedian, a queda observada no final de semana é incomum, já que sábado costuma ser o dia de maior movimento nos cinemas. "Normalmente, espera-se que o filme seja pelo menos equivalente ou acima no sábado se comparado com a sexta".
No papel de um designer gay austríaco que tenta a fama nos Estados Unidos, Cohen estreou em um total de 2.756 cinemas ao redor do mundo. Ele conseguiu bater a animação A Era do Gelo 3, que ficou em segundo lugar com 28,5 milhões de dólares. Transformers, que se mantinha no topo havia duas semanas, caiu para terceiro, com 24 milhões de dólares.

Jackie Chan está em nova versão de 'Karate Kid'

'Karate Kid', de 1984


As novas gerações ganharão seu próprio referencial de artes marciais no cinema. Uma empresa cinematográfica chinesa revelou nesta segunda-feira que acaba de dar início às filmagens de um remake de Karate Kid, clássico de 1984. Quem interpretará o mestre de Kung Fu Kid será Jackie Chan.
A nova versão de Karate Kid é uma parceria entre a China Film Group e a Columbia Pictures. De acordo com um porta-voz da produtora chinesa entrevistado pela agência de notícias Associated Press, as gravações de Kung Fu Kid começaram no sábado em Pequim. No papel de discípulo, o longa-metragem terá a participação de Jaden Smith, filho do ator Will Smith.
Ken Stovitz, parceiro de Will Smith na produtora Overbook Entertainment, afirmou que o filme se passará nos dias de hoje na capital chinesa. As filmagens deverão durar três meses, segundo o presidente da China Film Group, Han Sanping. A direção, segundo a AP, ficou a encargo de Harald Zwart, o mesmo de Pantera Cor-de-Rosa 2 e Que Mulher é Essa?.

O GUERREIRO GENGHIS KHAN

ESTRÉIA 17 DE JULHO

Reconstituição dos primeiros anos de vida de Genghis Khan, escravo que se tornou um dos maiores conquistadores de todos os tempos. Ele chegou a dominar metade do mundo conhecido até então, incluindo a Rússia no ano de 1206.










DESCAMINHOS

ESTRÉIA 17 DE JULHO

Documentário feito por oito diretores, em seis episódios, entre paisagens naturais e urbanas, que propõem uma viagem antropológica pelas cidades e pela vida das comunidades à margem das ferrovias. Durante 36 dias de gravações, os diretores percorreram seis trechos ferroviários em Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro e também pequenas cidades. A partir de depoimentos sobre o presente ou o passado, foi traçado um amplo painel do cotidiano de comunidades distintas que mantêm um ponto em comum – a linha férrea.
PRÊMIOS
- Melhor Documentário Latino-Americano do 7º The International Documentary Film Festival of Barcelona (Docupolis 2007).

ELIAS - AVENTURAS A BORDO ANIMAÇÃO

INFANTIL ESTRÉIA 17 DE JULHO




Elias é um pequeno barco de salvamento que está em uma missão secreta: encontrar o Iate Real.











ENQUANTO O SOL NÃO VEM

ESTRÉIA 17 DE JULHO
Agathe Villanova (Agnes Jaoui) é uma feminista que ocupa certa colocação de prestígio na cena política. Ela retorna para casa no Sul da França após uma viagem que durou dez dias, onde ajuda sua irmã Florence (Pascale Arbillot) a cuidar da mãe. Florence vive com o marido, os filhos e Mimouna (Mimouna Hadji), a empregada que veio à França com sua família quando saíram da Argélia. Enquanto isso, o filho de Mimouna, Karim (Jamel Debbouze), e seu amigo Michel Ronsard (Jean-Pierre Bacri) decidem fazer um documentário sobre Agathe para uma série de filmes sobre mulheres bem-sucedidas.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Confira Johnny Depp em destaque no novo cartaz de Inimigos Públicos

Da Redação
Mais uma vez Johnny Depp (Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet) é o destaque do pôster do longa Inimigos Públicos.
No thriller, baseado no livro homônimo escrito por Bryan Burrough, Depp interpreta o criminoso John Dillinger. A trama mostrará o começo do FBI, quando um de seus agentes persegue o ladrão de bancos.
Depp comentou a revista Entertainment Weekly que o assaltante é um "Robin Hood da vida real. O cara não era completamente altruísta, mas ele não saiu de seu caminho para matar qualquer um. Ele definitivamente deu muito deste dinheiro", explicou.
No longa, Christian Bale (Batman - O Cavaleiro das Trevas) interpreta Melvin Purvis, agente do FBI que persegue o personagem de Depp. Sobre seus dois protagonistas, Michael Mann (Colateral) comentou que "Johnny tem coragem e poder imenso. É tudo sobre a espontaneidade do momento para ele. Christian trabalha de um jeito totalmente diferente. Ele se torna tão totalmente o personagem que é aquela pessoa 24 horas por dia, sete dias por semana", disse.
Inimigos Públicos estreia dia 3 de julho deste ano nos cinemas brasileiros.

HARRY POTTER E O ENIGMA DO PRÍNCIPE

ESTRÉIA EM 15 DE JULHO

Harry Potter (Daniel Radcliffe) suspeita de perigos que se aproximam, enquanto o diretor da escola, Dumbledore (Michael Gambon), já pensa na batalha final, que ele sabe que está por vir. Juntos, descobrem uma forma para se defenderem de Voldemort (Ralph Fiennes), que aparece cada vez mais perigoso, impedindo a segurança de Hogwarts. Dumbledore contrata seu antigo amigo, o Professor Horácio Slughorn (Jim Broadbent), pois acredita que ele tenha informações cruciais para ajudá-lo. Além dos perigos que rondam a escola, os adolescentes estão com os hormônios a flor da pele, o que promete muito romance no ar.
CRÍTICA
Angélica Bito
Em 2001, Harry Potter e a Pedra Filosofal inaugurou uma das franquias mais bem-sucedidas do cinema contemporâneo: os cinco filmes da franquia já faturaram quase US$ 5 bilhões somente nas bilheterias mundiais, sem contar vendas em DVD e subprodutos relacionados aos personagens. Harry Potter e o Enigma do Príncipe, sexto longa-metragem baseado na milionária série literária criada por J.K. Rowling, chega aos cinemas carregando nas costas não somente as expectativas dos executivos de Hollywood, mas, principalmente, dos muitos fãs da saga do bruxo, que, mais uma vez, não devem sair decepcionados da sala de cinema.
No sexto ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, Harry Potter (Daniel Radcliffe) abraça de vez seu papel como “o escolhido” na luta contra as forças de Voldemort, que neste filme aparece somente em flash-backs, encarnado em sua figura infantil, quando respondia pelo nome de Tom Riddle (Hero Fiennes-Tiffin, sobrinho de Ralph Fiennes, que personifica o vilão da saga nos longas anteriores). Desta forma, Potter acaba tornando-se um importante aliado de Alvo Dumbledore (Michael Gambon), o diretor de Hogwarts. Em Harry Potter e o Enigma do Príncipe, as investidas de Voldemort e seus perigosos dementadores chegam a afetar o mundo real: uma das primeiras cenas é quando eles destroem a Ponte do Milênio, um dos cartões postais de Londres, numa das muitas bem-sucedidas demonstrações que a produção traz em se tratando de efeitos especiais. Nada mais natural, já que a trama tão fantasiosa como a imaginada por Rowling exige o que há de mais avançado em tecnologia. Como nos capítulos anteriores, a produção não deixa a desejar neste sentido. Harry Potter e o Enigma do Príncipe também mostra claramente que pretende delinear novos rumos aos personagens. Agora, Potter e seus dois melhores amigos, Ron Weasley (Rupert Grint) e Hermione Granger (Emma Watson), são veteranos em Hogwarts; portanto, caminham à idade adulta, enfrentando desafios também mais maduros, muitos deles relacionados a romances na escola de magia. No fim das contas, o tal do enigma do príncipe que ilustra o titulo acaba ficando em segundo plano, já que a ideia, além de apresentar a maturidade dos protagonistas, é, também, jogar luz a um lado de Voldemort que seguia inexplorado dentro da saga. E, claro, vale lembrar que o quadribol, ausente no último filme – ausência que foi alvo de críticas vindas dos fãs da saga – volta a trazer cenas empolgantes nesta nova aventura, novamente dirigida por David Yates (Harry Potter e a Ordem da Fênix). Por outro lado, Draco Malfoy (Tom Felton) também desponta como um vilão muito mais perigoso do que aparentava nos primeiros filmes. Recluso, longe de sua turma de arruaceiros, ele caminha cada vez mais junto às forças ocultas.
Mesmo atingindo o objetivo de focar questões mais adultas e desafios reveladores, Harry Potter e o Enigma do Príncipe ainda parece ser um filme de transição, com conflitos mal resolvidos que devem chegar a uma conclusão nos dois próximos longas da série, a primeira e segunda parte de Harry Potter e as Relíquias da Morte. Esta questão não chega a incomodar, mas somente perpetua o fato de que a saga ainda é capaz de envolver o espectador e seguir atiçando sua curiosidade.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Miley Cyrus já pensa no fim da personagem Hannah Montana

Atriz adolescente interpreta o papel há cinco anos na série de TV. Fenômeno teen, Miley diz que Britney é um exemplo em sua carreira.
Do G1, em São Paulo
A atriz Miley Cyrus, de 16 anos, revelou que já pensa em se despedir de Hannah Montana, personagem que interpreta no seriado homônimo desde os 11, e que se tornou fenômeno entre crianças e adolescentes mundo afora.

“Não vou ser a Hannah até os 30 anos, mas não quero fazer com que este filme seja uma despedida. Acho que a personagem merece mais uma temporada na série, com um desfecho natural”, declarou Miley em entrevista ao jornal argentino El Clarín nesta terça-feira (7). A atriz lançou em abril deste ano "Hannah Montana - o filme", inspirado na série.
Na entrevista ao Clarín, a estrela teen declarou ainda que a cantora Britney Spears é seu “maior exemplo” na profissão. “Os paparazzi e a imprensa se equivocam ao ficar falando apenas sobre sua vida pessoal, pois Britney tem uma carreira incrível. Vendeu muitíssimos discos, fez um filme lindo... Quem me dera seguir os passos dela”, elogiou Miley.
“Hannah Montana” está em sua terceira temporada nos Estados Unidos e a Disney Channel fechou em junho o contrato para mais um ano de episódios sobre a adolescente que tenta esconder dos amigos sua identidade secreta de superstar.

Houve dúvidas se Cyrus retornaria para o seriado que fez dela uma estrela global. Mas recentemente a atriz e cantora teen expressou sua intenção de continuar sendo Miley Stewart/Hannah Montana em 2010. O seriado mudará de ambientação na nova temporada, quando a família Stewart terá que se despedir de sua casa de frente para o mar em Malibu.

Cada episódio de “Hannah Montana atrai a média de 4,4 milhões de espectadores por episódio na TV americana. Um episódio do seriado em 2007 ainda detém o recorde de audiência de um seriado na TV a cabo, visto por 10,7 milhões de espectadores.

Ator de 'Harry Potter' é acusado por posse de maconha

Jamie Waylett com Emma Watson em cena de 'Harry Potter e a Ordem da Fênix' (Foto: Divulgação)
Jamie Waylett atua como o brigão da escola Vincent Crabbe.
Segundo a Scotland Yard, ele cultivaria droga ilegalmente.
Da Reuters

Um jovem integrante da série "Harry Potter" foi acusado nesta terça-feira (7) de cultivar ilegalmente dez pés de maconha, informou a Scotland Yard.
Jamie Waylett, de 19 anos, que atua como o brigão da escola Vincent Crabbe, comparecerá na Corte de Magistrados de Westminster em Londres no dia 16 de julho.

Waylett interpretou o obeso Crabbe em todos os filmes de Harry Potter.
Ele foi acusado um pouco antes da estreia mundial em Londres do último filme da série, "Harry Potter e o Enigma do Príncipe", dia 15 de julho.
(Reportagem de Tim Castle)

No sexto filme da série, Harry Potter volta bem-humorado e apaixonado


Herói divide seu tempo entre a luta contra o mal e a vida amorosa.
‘Harry Potter e o enigma do príncipe’ estreia dia 15 de julho.
Marília Juste Do G1, em São Paulo



Se na última vez em que vimos Harry Potter (em “A ordem da fênix”) o herói estava irritado e respondão, ele não poderia estar mais diferente agora, no novo filme da série: “Harry Potter e o enigma do príncipe”. Aos 16 anos, Harry parece estar mais à vontade com a própria adolescência. E, enquanto tenta descobrir como vencer as forças do mal lideradas por Lorde Voldemort, ele tem outra preocupação mais de acordo com sua idade: garotas (bem, na verdade, uma garota em especial). O G1 já assistiu ao filme que estreia em 15 de julho e agora traz um gostinho para os fãs da série. Em “Enigma”, o sexto filme da franquia, Harry (Daniel Radcliffe) e seus amigos Rony (Rupert Grint) e Hermione (Emma Watson) estão em seu penúltimo ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. E, embora já sejam heróis acostumados a enfrentar o perigo, eles se descobrem um tanto quanto despreparados para encarar as reviravoltas de suas recém-descobertas vidas amorosas. No último filme, também dirigido por David Yates, a história se concentrava praticamente em Harry e em sua luta contra Voldemort. Agora, a ação dá uma longa pausa para voltar a mostrar a vida em Hogwarts. Até o esporte favorito de Harry, o quadribol, que sequer apareceu em “A ordem da fênix”, recupera seu espaço.

Nos corredores de Hogwarts há muita paquera e triângulos amorosos. A irmã de Rony, Gina (Bonnie Wright), que passou os últimos cinco anos apaixonada por Harry à distância, bota a fila para andar e arruma um namorado. Agora é a vez de Potter sofrer por ela. Rony, que no passado sofria para conseguir a atenção de uma garota, agora é disputado por duas. E Hermione até esnoba um pretendente ao descobrir que o garoto que ela realmente gosta está bem na sua frente.

Harry, que aparecia agressivo e revoltado no último filme, agora está muito mais de bem com a vida, e são dele alguns dos momentos mais engraçados do filme – diferentemente das aventuras anteriores, em que Rony praticamente concentrava o alívio cômico. Não são poucas as piadinhas que o protagonista solta durante o filme, e os fãs terão a oportunidade de ver um Harry mais "humano", "colando" na aula de Poções e matando tempo nos corredores durante aulas vagas.

O “eleito” está mais convencido e confiante de seu papel na salvação do mundo dos bruxos, e isso fica claro em suas atitudes – mais serenas e bem pensadas (a não ser, é claro, quando ele tem a oportunidade de ficar cara a cara com a assassina de seu padrinho Sirius Black). Logo no começo do filme, quando Dumbledore, o diretor de Hogwarts, pergunta se Harry está se questionando sobre para onde está sendo levado, o jovem responde na hora, conformado: "Depois de tantos anos, senhor, eu simplesmente sigo a onda".

Os fãs de carteirinha dos livros de J.K. Rowling, no entanto, precisam ir preparados. Embora a história no fim das contas seja a mesma, o filme tem muitas alterações em relação ao texto original. Diversas cenas são alteradas, algumas são acrescentadas, e outras que muitos considerarão importantes simplesmente desaparecem. A história do “príncipe mestiço”, por exemplo, que dá nome ao livro e ao filme, praticamente some e vira quase uma nota de rodapé. A ação e a tensão ficam em segundo plano em “O enigma do príncipe”, mas os fãs podem ficar tranquilos. Ela vai voltar em 2010, com a primeira parte de sua última aventura, “Harry Potter e as relíquias da morte”. Sim, o último filme da série foi dividido em dois, e a segunda parte está prevista para estrear apenas em 2011. A justificativa dos produtores é que a história é muito comprida para ser contada em apenas um filme – o que faz sentido, uma vez que, mesmo com todos os cortes, “Harry Potter e o enigma do príncipe” chega às telas do cinema com duas horas e meia de duração. O filme estreia no Brasil em 15 de julho. Quem quiser pode também conferir uma versão especial nos cinemas 3D, com a sequência de abertura apresentada em três dimensões.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Ator de Harry Potter pega gripe suína



O agente de Rupert Grint, conhecido por interpretar o personagem Ron Weasley na série de filmes Harry Potter, confirmou a suspeita da gripe suína. Ele declarou que Grint está se recuperando de uma leve infecção causada pelo vírus H1N1.
O ocorrido fez com que o ator se ausentasse por uns dias do set de filmagem, mas ele já retornou ao trabalho. O Reino Unido é um dos países mais afetados pela nova gripe, na Europa.
Na saga Harry Potter, Grint interpreta o melhor amigo de Harry (Daniel Radcliffe). Harry Potter e o Enigma do Príncipe, sexto filme com os bruxinhos criados por J.K. Rowling, tem estreia mundial no dia 15 de julho.

A Era do Gelo 3 crava a melhor abertura da história entre animações


Com o desempenho internacional desde sua estreia oficial na quarta-feira (01/07), A Era do Gelo 3 tornou-se a animação mais vista da história. O filme acumulou US$ 215 milhões distribuídos por quase 12 mil salas ao redor do mundo. A informação é da Variety.
Porém, nos Estados Unidos, a terceira aventura de Scrat em busca da noz fujona teve uma abertura inferior às produções anteriores da franquia. Em cinco dias, faturou US$ 67,5 milhões, sendo US$ 42,5 milhões no fim de semana. A Era do Gelo 2 (2006) lucrou, após cinco dias em cartaz, US$ 75 milhões, de acordo com números do Box Office Mojo. Ou seja, o desempenho internacional fez a diferença na nova produção.
Transformers – A Vingança dos Derrotados teve o mesmo desempenho da animação no fim de semana: US$ 42,5 milhões. Após duas em cartaz, acumula faturamento de US$ 293 milhões nos EUA, valor que já supera o orçamento da produção (US$ 200 milhões).
Em terceiro lugar nas bilheterias aparece Inimigos Públicos, protagonizado porJohnny Depp (Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet). O longa arrecadou US$ 26 milhões no fim de semana. No Brasil, o filme chega em 24 de julho.
Na quarta e quinta posição estão dois filmes com desempenhos semelhantes. Protagonizado por Sandra Bullock (Premonições), A Proposta, atualmente em pré-estreia no Brasil, arrecadou US$ 12 milhões, enquanto a comédia Se Beber, Não Case chegou aos US$ 10 milhões. UOL Cinema.

PRÓXIMAS ESTRÉIAS 10 DE JULHO

BEM-VINDO
Para tentar recuperar sua esposa, nadador tenta ajudar jovem refugiado curdo atravessar o canal da Mancha a nado.
CRÍTICA
Heitor Augusto

Bem-Vindo é um filme triste, sobre um tema triste. Philippe Lioret não faz concessões a nós, os espectadores. Não nos permite o conforto e a alegria após a tempestade de sentimentos apresentada na tela.

O filme é um espelho da França contemporânea, cujo presidente, Nicolas Sarkozy, esbanja intolerância com a questão da imigração em um país que há anos vive um cabo de força no assunto. Acrescenta-se a isso a relação de amizade e cumplicidade entre um professor de natação, Simon (Vincent Lindon), e um imigrante iraquiano curdo, Bilal (Firat Ayverdi). Por todo o filme, essas duas camadas se entrelaçam. Não há uma clara divisão de perspectivas, não é possível dizer que se trata de uma história de amizade tendo como pano de fundo a imigração. É mais que isso: uma dependência mútua desses dois universos, o sentimental e o político, o individual e coletivo. Também é equivocado encarar Bem-Vindo como algo que busca passar uma mensagem. O filme está além, te traz para dentro dele, te abraça e, quando você acha que receberá conforto, a história desse adolescente iraquiano apaixonado que quer ir para a Inglaterra te arrebata com sopapos e mais sopapos. Diferente, por exemplo, de Eden a L’Ouest, de Constantin Costa-Gavras, exibido em abril no Cine PE, que também aborda a imigração. Neste, o franco-grego diagnostica que o mundo está de cabeça para baixo, mas relembra a existência da arte e que a realidade ainda tem seu encanto. Ao passo que Philippe Lioret te suspende gradativamente em um mar de desapontamento e te deixa lá, estatelado, parado, lá no alto, pronto para despencar. Ao mesmo tempo, a premissa de Bem-Vindo também é sinal da contemporaneidade, na qual um cineasta precisa trazer um personagem cuja ação política (proteger um imigrante) existe para atender a uma demanda individual (reconquistar o amor e o respeito de sua mulher). Sinal de que os realizadores precisam de “desculpas” ou “pretextos” para conceber temas políticos. Lioret não busca fazer um filme-dogma sobre a imigração. Porém, seria impossível se furtar ao assunto (como Philippe Garrel o faz ao se dedicar aos “grandes temas”). Bem-Vindo, um dos premiados da seção Panorama do Festival de Berlim deste ano, é um filme que te arrasta para dentro de si. UOL Cinema.

PRÓXIMAS ESTRÉIAS 10 DE JULHO

O GUERREIRO GENGHIS KHAN


Reconstituição dos primeiros anos de vida de Genghis Khan, escravo que se tornou um dos maiores conquistadores de todos os tempos. Ele chegou a dominar metade do mundo conhecido até então, incluindo a Rússia no ano de 1206. UOL Cinema.










PRÓXIMAS ESTRÉIAS 10 DE JULHO

CORAÇÃO VAGABUNDO
Coração Vagabundo registra a turnê A Foreign Sound, de Caetano Veloso, por São Paulo, EUA e Japão. Além das imagens das apresentações, o diretor Fernando Andrade deixa o músico livre para dissertar sobre a saída de sua cidade natal, o sucesso no Exterior, a relação com Almodóvar e a separação de Paula Lavigne.
CRÍTICA
Heitor Augusto
Desde os tempos de Santo Amaro da Putrificação, Caetano Veloso estabelece uma relação próxima com o cinema. De cinéfilo a crítico, aos 18 anos, do baiano Diário de Notícias, passando por interpretações de suas músicas em filmes, como Fale Com Ela, de Pedro Almodóvar. Sem contar a paixão por Nino Rotta e a composição Giulietta Masina, escrita em homenagem à atriz e esposa de Federico Fellini.
Caetano já dirigiu um longa, Cinema Falado, de 1986, no qual há mais falas do que imagens, divagando sobre temas mil. Caetano também já foi retratado por um documentário, Os Doces Bárbaros, de Tom Job Azulay, que focou a reunião do grupo homônimo, formado também por Gil, Gal e Bethânia.
Mas Coração Vagabundo é o primeiro filme a apresentar única e exclusivamente a pessoa de Caetano Veloso. Não é a grandeza do artista que transcendeu classificações de gêneros musicais, mas a intimidade do homem. A primeira cena, que revela parte do corpo nu do músico ao fazer a barba, é introdução ao espectador do que o diretor Fernando Grostein Andrade irá apresentar.
Não há roteiro prévio. Andrade apenas acompanha o músico pelas ruas de Nova Iorque e do Japão, durante a turnê de A Foreing Sound, álbum que reuniu standard da música americana, como Feelings e Love for Sale. Câmera na mão, passeio pelas ruas e espaço para Caetano dissertar. Como ele nem sempre diz coisas interessantes e, volta e meia, solta as famosas "caetanices" (frases que ligam o nada à coisa nenhuma), Coração Vagabundo perde sua capacidade de seduzir o público.
O Caetano-homem expõe-se abertamente em dois momentos. O primeiro é dramático, no qual a iminente separação de sua mulher Paula Lavigne é delineada por um olhar fugidio. O segundo é comovente: em visita a um templo no Japão, um monge explica que gosta muito de suas canções, em especial Coração Vagabundo, que dá título ao filme.
A opção de Fernando Grostein Andrade, jovem publicitário que estréia na direção de um longa-metragem, foi por aproximar-se da intimidade do músico. Talvez porque Caetano não precise de um documentário para validar sua qualidade artística, ou porque dimensionar as várias análises do trabalho de sua obra seja uma tarefa mais complexa que segui-lo e deixar espaço aberto para seus devaneios.
De qualquer forma, Coração Vagabundo privilegia a intimidade para colocar em segundo plano a produção musical. Não está sob discussão a habilidade camaleônica de Caetano, que da bossa - gênero da música-título do filme - chega a clássicos da música romântica norte-americana. Para os fãs interessados em curiosidades da vida do músico, um prato cheio. Para espectadores que preferem uma versão mais complexa do Caetano-artista, o filme traz pouco. Muito pouco. Portal UOL Cinema.

PRÓXIMAS ESTRÉIAS 10 DE JULHO

A PROPOSTA (2009)
Sandra Bullock interpreta Margaret Tate, uma imigrante canadense que cria um clima difícil e complicado entre seus subordinados no escritório em que trabalha. Quando chega a notícia que ela está prestes a ser deportada para seu país, Margaret apressa-se em conseguir um casamento de conveniência com seu jovem assistente Andrew Paxton (Ryan Reynolds) para impedir que tal calamidade ocorra.

PRÓXIMAS ESTRÉIAS 10 DE JULHO

17 OUTRA VEZ
Mike (Matthew Perry) é um homem desiludido com a vida. Separado da mulher Scarlett (Leslie Mann), ele vive com seu melhor amigo Ned Freedman (Thomas Lennon) e trabalha em uma empresa farmacêutica. Certo dia, após um encontro com um homem misterioso, Mike volta no tempo e passa a ter novamente 17 anos de idade. O jovem (Zac Efron) decide, então, rescrever sua história e mudar seu destino.