terça-feira, 30 de junho de 2009

Divulgado o cartaz em português de A Saga Crepúsculo: Lua Nova

Redação Uol Cinema.

Paris Filmes divulgou nesta segunda-feira (29/06) o pôster em português de A Saga Crepúsculo: Lua Nova.

Continuação do fenômeno teen Crepúsculo (2007), o longa traz novamente Robert Pattinson (Harry Potter e o Cálice de Fogo) e Kristen Stewart (Na Natureza Selvagem) nos papeis de Edward e Bella, respectivamente.

Na trama, Edward Cullen (Pattinson) deixa Bella Swan (Kristen) para protegê-la de outros vampiros. A jovem espanta a tristeza da perda se aproximando de Jacob (Lautner), que também esconde um segredo envolvendo mitos. Bella se vê no meio de uma disputa entre vampiros e outros seres que vivem em Forks.

Além dos dois, também fazem parte do elenco Taylor Lautner (Doze é Demais), Jamie Campbell Bower (Rockrolla - A Grande Roubada), Christopher Heyerdahl (Os Espíritos), Dakota Fanning (Guerra dos Mundos) e Cameron Bright (Reencarnação).

No Brasil, A Saga Crepúsculo: Lua Nova estreia em 20 de novembro.

PARIS

Estréia em 03 de julho

Sinopse:

Pierre (Romain Duris) é um professor de dança, com problemas cardíacos. Enquanto aguarda por um transplante, ele observa o dia-a-dia da capital francesa da varanda de seu apartamento. E nem mesmo a chegada de sua irmã Élise (Juliette Binoche) e seus três sobrinhos parece abalar sua rotina.
Crítica:
Celso Sabadin
Virou rotina entre os críticos e cinéfilos chamar de “estilo Robert Altman“ misturar vários personagens que vivem histórias diferentes que, no decorrer da trama, podem ou não se cruzar. Para o bem ou para o mal, vamos lá: Paris é um filme “bem Robert Altman”. Com uma deliciosa diferença: o ponto de encontro e pano de fundo das histórias é a charmosíssima e multifacetada capital francesa.Há um professor de história (Fabrice Luchini, de As Aventuras de Molière, excelente) que se apaixona por uma bela aluna (Melanie Laurent, que estará em Bastardos Inglórios, o próximo filme de Tarantino). Um rapaz africano que quer trazer seu irmão camaronês para viver na cidade. Uma assistente social (Juliette Binoche, sempre ela) que se dedica ao máximo para ajudar seu irmão (Romain Duris, também de As Aventuras de Molière), portador de um grave problema cardíaco. A insuportavelmente racista proprietária de uma padaria (Karin Viard). Um grupo de simpáticos feirantes. Enfim, toda uma gama de personagens que transpiram veracidade e sensibilidade. Fala-se de amizade, amor, fraternidade, paixão, solidão e, claro, imigração, tema dos mais recorrentes no cinema europeu dos últimos anos.Como é tradição do cinema francês, os personagens são muito bem construídos e as interpretações, espetaculares. Finas camadas de relações humanas se sobrepõem em situações que unem o trágico, o cômico e o romântico. A lamentar somente uma grande “barriga” (momento em que o filme para de fluir, tornando-se cansativo) um pouco antes de seu final. O roteirista e diretor Cédric Klapish (o mesmo de Albergue Espanhol e Bonecas Russas) não precisava de todos aqueles 130 minutos para contar bem as suas histórias. O que, felizmente, não chega a tirar os méritos desta terna homenagem a Paris, que teve três indicações ao César e levou mais de 1,7 milhão de franceses aos cinemas. Portal Uol.

HORAS DE VERÃO

Estréia em 03 de Julho

Sinopse:
As distintas trajetórias de dois irmãos e uma irmã de quarenta e poucos anos se chocam quando sua mãe — que preservava a obra de seu tio, o excepcional pintor do século 19 Paul Berthier — morre repentinamente. Os filhos são levados ao confronto de suas diferenças. Adrienne (Binoche), uma bem sucedida designer em Nova York; Frédéric (Charles Berling), economista e professor universitário em Paris; e Jérémie (Jérémie Renier), um dinâmico empresário que vive na China, são apresentados às texturas e lembranças do final da infância, às memórias partilhadas, criando uma visão única do futuro.
Críticas
Sérgio Alpendre
Uma casa de veraneio, uma reunião familiar, uma artista que sente a morte por perto. Assim segue o mais recente filme de Olivier Assayas (Traição em Hong Kong), com a leveza de uma brisa litorânea.
Horas de Verão fala justamente das coisas que passam, dos momentos de felicidade que são impossíveis de se registrar por completo. Eles ficam na lembrança. Algumas obras de arte podem captar algo daqueles momentos, uma filigrana que passava despercebida, e que insiste em se manifestar, como na gravura que o tio de Frédéric (Charles Berling) desenhou aproveitando a vista de uma janela.
Uma casa de verão pode ter muita história. Pode esconder segredos, camuflar paixões, incitar cumplicidade, como a que existe entre a caseira Éloïse (Isabelle Sadoyan), a mais graciosa das personagens, e a artista Héléne (Edith Scob), ou entre Fréderic e os quadros de Corot. Pode, também, significar a união de uma família, a única possibilidade de sua existência, um oásis para onde os irmãos vão quando se cansam da difícil vida urbana.
“É preciso conservar a casa”, diz Frédéric, o irmão mais velho, “para que nossos filhos decidam o que fazer com ela”. É voto vencido. Jérémie (Jérémie Renier) vai trabalhar na China. Adrienne (Juliette Binoche) vai se casar com um norte-americano e viverá nos Estados Unidos. Fréderic não culpa ninguém, mas vê seu passado ruir com a iminente venda da casa.
Uma festa promovida pelos seus filhos será a triste despedida. As lembranças não terão mais o cenário para sustentá-las, mas somente a memória. Os frutos serão colhidos por outra família, o lago banhará outros filhos e netos, a arte que foi feita e guardada ali passará a ser exibida em museus, a história para todos, como diz a mulher de Frédéric a certa altura. As coisas passam, a vida segue. Implacável. As novas gerações parecem eleger novos valores, se interessar por outras coisas - música barulhenta, tecnologia - que herdaram de uma geração intermediária. Arte deve ir para o museu. A vida passa, mas a lembrança dos frutos colhidos traz lágrimas.
A festa se assemelha àquela de Água Fria, filmada pelo próprio Assayas em 1994. O olhar atencioso para a juventude é o mesmo. O espaço dado aos sentimentos desses jovens confusos também. Só o que mudou foi a maturidade do diretor, que alcança com este filme de beleza incomum um dos pontos mais altos de sua carreira. Portal UOL.

INIMIGO PÚBLICO Nº 1 - INSTINTO DE MORTE



Estréia em 03 de Julho

Sinopse:

Primeiro de dois filmes do diretor Jean-François Richet sobre a história do famoso gângster francês Jacques Mesrine (Vincent Cassel), que atuou nos anos 70 e se tornou o inimigo número um da polícia parisiense. Esta primeira parte é ambientada nos anos 60, em Paris, e início dos anos 70, no Canadá, durante a ascensão criminal de Mesrine, um homem comum, nascido em uma família de classe média, na cidade de Clichy.
CURIOSIDADES

- Para compor o seu retrato de Jacques Mesrine, o ator Vincent Cassel conversou com as filhas do gângster e com seus parceiros de bando. Portal UOL.

CASAMENTO SILENCIOSO

Estréia 03 de Julho
Sinopse:
Na Romênia de 1953, um casamento é interrompido pelo anúncio da morte de Joseph Stalin, que traz uma semana de luto nacional. Apesar disso, os noivos seguem em frente com a festa.
Crítica
Heitor Augusto
Há filmes que merecem ser assistidos por causa de apenas uma cena. Casamento Silencioso é um deles. Os 87 minutos de filme são instigantes, mas uma sequência em particular torna o longa romeno muito mais que um bom filme.
Esta sequência é a que justifica o título em português do filme. Num vilarejo, Nara (Meda Andreea Victor), a inocênte, e Iancu (Alexandru Potocean), o conquistador, acabam de oficializar o casamento. Grigore (Valentin Teodosiu), o pai da garota, prepara a festa. Quando todos estão prontos para comemorar, um oficial russo aparece repentinamente e proíbe a realização da celebração. Por que? Era 5 de março de 1953, data da morte de Stálin, então líder da União Soviética (que comandou a Romênia da Segunda Guerra Mundial até a Queda do Muro de Berlim).
Contar o que acontece nas sequências seguintes seria um sacrilégio, tirar doce da boca da criança. Porém, não seria exagero afirmar que esse trecho é um dos mais bonitos da história do cinema. Justifica a existência de um filme e se constitui como mais uma produção a reafirmar a inventividade do cinema romeno, exibida aos brasileiros nos recentes A Leste de Bucareste, Como Festejei o Fim do Mundo e 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias.
Casamento Silencioso usa a comédia e a ironia como metáfora da sensação de prisão. A cena de celebração do casamento é cômica e triste, ao mesmo tempo. Representa, sem precisar falar, a sensação do diretor Honoratiu Malaele: fomos silenciados! Em uma sequência, expressa isso com tanta força que nos sentimos romenos entre meados dos anos 40 e final dos anos 80, período em que tudo na Romênia passava pelo crivo soviético.
Metafórico, o filme recorre ao absurdo para construir trechos em que o espectador, estarrecido, vai dizer: “oi?”. O estranhamento permeia diálogos e personagens, alguns sem pé nem cabeça. Mas Malaele, em sua estreia como diretor de cinema, busca ser compreendido e usa um gênero de fácil digestão, a comédia, para tratar de um tema nem um pouco digerível, a impossibilidade de falar e como reagimos à falta de liberdade. Casamento Silencioso é inspirador e instigante. Um filme único. Portal UOL.

VEM AÍ: A ERA DO GELO 3

Estréia 1 de julho

Sinopse:
Nesta terceira aventura, Scrat continua tentando agarrar a bolota fujona - e, no meio do caminho, pode encontrar seu grande amor; Manny e Ellie aguardam o nascimento de seu minimamute; Sid, a preguiça, cria a própria família, embora de faz-de-conta, ao "desviar" alguns ovos de dinossauro; e Diego, o tigre dentes-de-sabre, começa a se perguntar se a convivência com os amigos não o está deixando molenga demais. Numa missão para resgatar o azarado Sid, a turma aventura-se por um misterioso mundo subterrâneo, no qual acabam deparando com dinossauros, lutam contra estranhas plantas assassinas e conhecem Buck, uma agitada doninha de um olho só, caçadora de dinossauros.

Crítica
Ana Martinelli
A Era do Gelo 3 é o melhor filme da trilogia e, se você quiser aumentar ainda mais a diversão, vá ver na versão 3D! Scrat, o esquilo pré-histórico, está de volta e a perseguição pela sua preciosa noz continua. Mas nada será como antes, pois ele vai ter que disputar a tapas sua bolota fujona com uma fêmea, Scratita.
Dividido entre a noz e sua paixão arrebatadora, Scrat vai entrar em enrascadas ainda maiores. O romance dos dois esquilos é um dos pontos altos do filme, as piadinhas visuais são divertidíssimas, sacanas e a trilha sonora que complementa esses momentos é espirituosa. Como You'll Never Find Another Love Like Mine (na tradução literal, Você Nunca Vai Achar Um Amor Como o Meu), sussurrada no melhor estilo sedução à Barry White, ou um tango no qual entre um passo dramático e outro a noz é disputada por pernas e rabos disputam o que realmente interessa, a noz.
Enquanto isso, depois da fuga dos animais por causa do desgelo em A Era do Gelo 2, a nova aventura, na verdade, traz em seu título original uma explicação do que se pode esperar: os temidos gigantes Dinossauros. O que antes era apenas um bando de mamíferos-amigos virou literalmente uma família que, como qualquer outra, tem conflitos e amor. Manny e Eli esperam seu primeiro filhote, o papai de primeira viagem é ansioso e super-protetor e, logo, entra em conflito com Diego, o dente-de-sabre, em crise de identidade por achar que está ficando molenga e acredita que a nova situação mudará tudo.
A saída de Diego, em busca de sua vida selvagem afeta Sid, a atrapalhada preguiça. Ao cair numa caverna congelada, por acidente, ele acha três ovos gigantes e uma solução perfeita para sua solidão: criar sua própria família. Bem, a mãe dos pequenos dinossauros vem reclamar a guarda de seus filhotes e leva Sid junto.
Diante da nova situação, o bando esquece as diferenças e vai se aventurar para resgatar o amigo. Os dinossauros pareciam estar extintos, mas na verdade há um mundo subterrâneo onde eles vivem numa imensa floresta tropical. Os cenários e a animação colorida, que desbanca todo o branco gelado tradicional dos dois filmes anteriores, é deslumbrante.
Mas não é só o visual que atrai. O roteiro de A Era do Gelo 3 é complexo e o resultado divertido, feito para agradar tanto aos pequenos quanto os crescidinhos, sejam eles pais ou não. Efeitos especiais são legais, mas principalmente quando servem a uma boa história. Quem sai ganhando é o público e também o cinema, ainda mais em tempos que Hollywood anuncia uma refilmagem atrás da outra.
E a resposta do público, devidamente revertida em bilheteria, não deve ser menor do que das produções anteriores. A Era do Gelo mostra-se uma franquia muito lucrativa o primeiro custou US$ 59 milhões e faturou US$ 383,2 milhões, com o sucesso do anterior, o investimento no segundo foi para US$ 80 milhões e a arrecadação da bilheteria correspondeu às expectativas, US$ 651,9. Em A Era do Gelo 3 gastaram US$ 90 milhões. Alguém arrisca um palpite? Portal UOL.

Revista "Vanity Fair" tenta desvendar os últimos dias de Heath Ledger

Da Redação, Portal UOL

Heath Ledger está na capa da edição de agosto da "Vanity Fair". A revista especializada no mundo de Hollywood traz uma reportagem sobre os dias que antecederam a morte do astro, por overdose acidental de remédios, am janeiro de 2008. A publicação entrevistou gente que conviveu com o ator nos derradeiros meses de sua vida.


Heath Ledger em foto de 2006
Nicola Pecorini, diretor de fotografia que trabalhava em "The Imaginarium of Doctor Parnassus", último filme de Ledger, disse que ele fumava maconha com certa regularidade, mas abandonou o vício "depois que isso se tornou um problema". Já Gerry Grennell, responsável pelo treino da voz de Heath no blockbuster "Batman - O Cavaleiro das Trevas", que chegou a morar com o ator, afirmou que Ledger tinha parado de beber. "Ele ia ao bar, pagava uma rodada de bebidas para os amigos e voltava tomando refrigerante ou suco".
O ator sofria de insônia e isso foi uma das causas de sua morte. Ele não conseguia parar de tomar medicações para dormir, apesar de fazer grande esforço para abandonar as pílulas, dizem os entrevistados pela "Vanity Fair". Outra questão que a reportagem aborda é a relação de Ledger com sua ex-mulher, Michelle Williams, que ele conheceu durante as filmagens de "O Segredo de Brokeback Mountain". As fontes abordadas pela revista contam que o romance começou a desmoronar quando começou a campanha para que o longa fosse bem sucedido no Oscar. Terry Gilliam, diretor de Hollywood, afirma que foi nessa época que Ledger percebeu as diferenças em relação à companheira. "Ele não ligava para para coisas como essas premiações. E começou a entender que o seu modo de pensar era diferente do de Michelle". Depois que eles se sepraram, o ator começou a ficar constantemente tenso e nervoso, principalmente por conta da disputa em torno dos bens do casal, detalha a revista. "Ele tentou ser decente, dando para Michelle a casa, os bens, tudo. Mas quando a coisa começou a piorar, foi ladeira abaixo", conta Gilliam. Ainda segundo ele, Ledger vivia se perguntando, "o que fiz de errado?", para tentar entender o por quê do fim da relação com Williams.
Os amigos do ator também contam que a disputa judicial em torno da guarda de Matilda, filha do casal, foi o fator que deixou o ator mais transtornado. Foi quando ele começou a xingar os advogados da ex-mulher e dizer que não ia dar mais nada a ela.

sábado, 27 de junho de 2009

"Era do Gelo 3" aposta em valores familiares e aventura

Estréia em 26 de junho
SÃO PAULO - Aparentemente os dinossauros não foram extintos. Eles vão muito bem, obrigado, no terceiro filme da série "A Era do Gelo", que chega aos cinemas brasileiros nesta sexta-feira em 60 salas na versão 3D (somente com cópias dubladas), e em mais de 650 salas em 35 mm (em versões legendadas e dubladas), na próxima quarta-feira.
A questão central em "A Era do Gelo 3" -- aprofundando tematicamente os filmes anteriores de 2002 e 2006 -- é o que forma a estrutura familiar. Um grupo de animais pré-históricos compõe uma espécie de família inusitada, provando que os laços da amizade podem ser mais fortes e duradouros do que os consanguíneos. Para chegar a essa conclusão, a bicharada precisa passar por uma grande aventura, envolvendo dinossauros perigosos e um mundo mais primitivo e subterrâneo que eles não conheciam.

O esquilo Scrat e a turma da preguiça Sid estão de volta na animação "A Era do Gelo 3"
O casal de mamutes Manny (voz de Diogo Vilela/Ray Romano) e Ellie (Cláudia Gimenez/Queen Latifah), por sua vez, está realmente esperando seu primeiro bebê, que pode nascer a qualquer momento. Por isso, o futuro papai acaba deixando de lado seus amigos para dar mais atenção à sua mulher. Ansioso como ele só, Manny monta um parquinho infantil no meio do gelo. Qualquer suspiro de sua companheira o faz pensar que chegou a hora do parto.
A preguiça Sid (Tadeu Mello/John Leguizamo) sente-se isolada e começa a procurar um filhote para chamar de seu. Acidentalmente, cai numa galeria subterrânea de gelo e encontra um trio de ovos de dinossauros, que adota, levando-os para a superfície. Já o tigre Diego (Márcio Garcia/Denis Leary) acredita que a convivência pacífica com os outros animais o deixou manso demais e que está perdendo sua força selvagem.
Quando os ovos quebram e os bebês saem da casca, a pequena preguiça não se deixa abalar pelo tamanho e o apetite infindável de "seus" filhotes. Mas, no momento em que a verdadeira Mamãe Dino vem em busca das crianças e causa muito estrago, Sid percebe que nem tudo é tão simples. Suas "discussões" com a dinossauro pela guarda das crianças assemelha-se à de qualquer casal em processo de divórcio.
Sid acaba sendo levado para o mundo subterrâneo, onde sobrevivem espécies tidas como extintas, caso de diversos tipos de dinossauros. Manny, Ellie, Diego e uma dupla de irmãos gambás descem a esse mundo em busca de Sid. Chegando lá, contarão com a ajuda de uma doninha de um olho só chamada Buck (Alexandre Moreno/Simon Pegg) cuja obsessão por capturar um gigantesco dinossauro albino o fez perder um olho -- detalhe que o torna parecido ao Capitão Ahab, de "Moby Dick".

O brasileiro Carlos Saldanha (que também assina os dois primeiros filmes) explora com sagacidade os efeitos visuais em 3D, que em "A Era do Gelo 3", ao contrário de outras produções do gênero, realmente se justificam e são adequados à narrativa -- diferentemente de filmes que parecem apenas "jogar coisas contra a platéia", apenas pelo prazer de causar sustos. Além disso, essa tecnologia permite melhor visualização dos impressionantes detalhes dos cenários e personagens, como a pelagem dos mamutes.
Como nos outros filmes da série, paralelamente à história dessa trupe de personagens, há o esquilo dentuço e mudo Scrat e sua constante sina em busca de uma noz. Dessa vez, no entanto, há um diferencial: uma esquilo fêmea, Scratita, que faz com ele um jogo de sedução, além de tentar roubar sua comida. Talvez seja apenas uma questão de tempo para o casal de roedores perceber que o amor supera qualquer prazer gastronômico -- ou não.
Com um roteiro que combina as emoções com a comédia, "A Era do Gelo 3" comunica-se bem tanto com o público infantil como com o adulto. Muitas de suas cenas poderiam muito bem ser protagonizadas por humanos, em vez de animais pré-históricos -- como quando um grupo de filhotes ensandecidos brinca num parquinho. Suas ações não são muito diferentes das de qualquer criança contemporânea no mesmo cenário.
Com seu colorido vibrante e personagens divertidos, "A Era do Gelo 3" é o melhor filme da série, principalmente quando coloca seus personagens para correr e lutar contra dinossauros e outros seres estranhos e perigosos. A lei da selva pode ser cruel, mas essa animação prova que um pouco de bom humor para lutar contra os predadores nunca fez mal a ninguém.
(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)
As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Tropa de Elite 2 terá foco em crimes cometidos por pessoas mais poderosas



Segundo a coluna Mônica Bergamo, no jornal Folha de São Paulo, Tropa de Elite 2 mostrará a crimilidade entre as pessoas poderosas no Brasil.
Sobre o Capitão Nascimento (Wagner Moura, de Romance), ainda de acordo com a jornalista, ele aparecerá mais velho e, desta vez, como funcionário da Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro.
Teremos mais uma mudança na sequência, mas agora nas cópias que serão distribuídas. Bergamo publicou que a intenção da produção é não fazer pré-estreia e sem sessões para críticos. Tudo isso para sentir a reação do público e não da imprensa.
Além de Wagner Moura, Selton Mello (Meu Nome Não é Johnny) também está confirmado no elenco de Tropa de Elite 2. Fernanda Machado, que viveu estudante Maria no primeiro filme, já está em negociações.
Bráulio Mantovani (Última Parada 174) está a cargo do roteiro, que ainda se encontra na fase de desenvolvimento, mas já há previsão para o começo das filmagens, janeiro de 2010.
Tropa de Elite já foi exibido em vários países e ganhou o Urso de Ouro no último Festival de Berlim. Foi o filme nacional mais visto nos cinemas brasileiros em 2007.

Teste para 'Transformers 2' foi insano, diz ator


Ana Carolina Moura
Direto de Los Angeles

Ramon Rodriguez nunca imaginou atuar em 'Transformers'.
O ator porto-riquenho Ramon Rodriguez nunca se esforçou tanto para conseguir um papel como em Transformers: A Vingança dos Derrotados.
"Foi tão insano e intenso", disse ele em entrevista exclusiva ao Terra, em Los Angeles, no sábado (20).
Para viver o papel de Leo, colega de quarto de Sam (Shia LaBeouf), no filme, ele teve que correr e pular pelo escritório do diretor Michael Bay em Santa Mônica, Los Angeles, por uma hora e meia.
"Ele (Bay) falava: 'olha o Optimus, grite com o Bumblebee, pule a cadeira, role pela mesa'.
Nunca tinha passado por isso na minha vida toda, mas entendi que faz parte do processo do filme, afinal, trata-se de contracenar com robôs que não estão ali!", explicou.
Assim como Shia LaBeouf, que levou pontos na pálpebra e machucou as costas e o joelho nas filmagens, Rodriguez também sofreu ferimentos.
"Eu desloquei meu ombro numa cena em que tive que me segurar num cano, enquanto dois carros voavam pelos ares em cima da minha cabeça. Tinha dois caras me puxando pelos pés e nessa eu me machuquei", contou.
Confira a entrevista na íntegra:

Você assistiu ao primeiro Transformers? E quando assistiu, um dia imaginou que estaria na sequência?
Eu me lembro que vi o primeiro filme em Porto Rico e, quando acabei de assistir, pensei: 'um dia quero fazer algo assim'. Eu cresci vendo o desenho, era um grande fã, e também costumava brincar com os bonecos quando pequeno. Você nunca imagina que um dia vai crescer e fazer parte de um filme que você amava quando criança. Então, é uma fantasia infantil.

E como você foi parar nesse filme? O fato de ser latino ajudou ou foi coincidência?
Eu acho que é coincidência, sabe? Aconteceu do jeito que tinha que acontecer. Eu gravei um teste em Nova York e o Michael Bay me chamou para ir a Los Angeles, no seu escritório, em Santa Mônica. E em uma hora e meia ele me fez ficar correndo e saltando por todo o lugar como um louco. Ele falava: 'olha o Optimus, grite com o Bumblebee, pule a cadeira, role pela mesa', sabe? Foi um teste insano! Nunca tinha passado por isso na minha vida toda, mas entendi que faz parte do processo do filme, afinal, trata-se de contracenar com robôs que não estão ali!.

Então, como é fingir que está fugindo de robôs?
Você sente que está perdendo a cabeça, ficando louco. É preciso se livrar de todas as inibições. No fim do dia, quando você vê o resultado, percebe que valeu a pena. É muito legal ver como a tecnologia permite a interação entre robôs e humanos. É impressionante como fazem isso acontecer.

Shia LaBeouf se machucou durante as filmagens, você também sofreu algum acidente?
Todo mundo se machucou nas filmagens. Eu desloquei meu ombro numa cena em que tive que me segurar num cano, enquanto dois carros voavam pelos ares em cima da minha cabeça. Tinha dois caras me puxando pelos pés e nessa eu me machuquei.
Mas, no fim, ficou uma cena bem legal do filme.

Como é atuar com a Megan Fox, uma das mulheres mais desejadas do mundo?
É ótimo trabalhar com ela, Megan é uma pessoa muito legal. Ela é uma garota meiga e muito talentosa. Fora das telas, ela é normal. Depois que a conheci melhor, vi que ela tem um lado muito divertido e legal.
Você emplacou três grandes filmes na sequência: Força Policial, o Sequestro no Metro e agora Transformers: A Vingança dos Derrotados.
Em qual deles foi mais difícil de conseguir o papel? O teste mais difícil com certeza foi para Transformers. Como eu te disse, tive que pular e correr por uma hora e meia, deixei o lugar suando. Foi tão insano e intenso!
Você gostaria de visitar o Brasil?
Eu adoraria. Nunca estive lá, mas tenho muitos amigos que já viveram lá e falam coisas ótimas. Sei que o Carnaval é lindo, quero muito ir.
Redação Terra

segunda-feira, 22 de junho de 2009

A ERVA DO RATO

Estréia em 26 de junho


A Erva do Rato funde dois elementos dos contos A Causa Secreta e Um Esqueleto, de Machado de Assis: a relação do homem com a morte e a incompreensível relação que estabelece com os animais. Ele (Selton Mello) e Ela (Alessandra Negrini) caminham por um cemitério à beira-mar. Os pronomes são seus nomes. Ela, professora, com o pai morto há apenas três dias, não tem mais ninguém no mundo. Diante de tal situação, Ele se propõe a cuidar dela enquanto for vivo. Este é o início de uma estranha relação.

JEAN CHARLES



Estréia em 26 de junho.

A trágica história do brasileiro Jean Charles de Menezes (Selton Mello), morto pela polícia de Londres ao ser confundido com um terrorista.

AMERICAN TEEN



Estréia 26 de Junho
Popularidade é tudo. Rompimentos e erros no jogo de basquete são o fim do mundo; ser aceito pela faculdade é um sonho que vira realidade; encaminhar um e-mail para a pessoa errada é o pior pesadelo. Essa é a experiência real de cinco adolescentes do último ano de um colégio de Indiana (EUA). A rainha do baile de formatura, o garanhão da turma, o jogador de futebol, o rebelde e o nerd: não importa com quem você se identifique, todos poderão se envolver com esses jovens americanos.
CURIOSIDADES
-Neste documentário, cinco estudantes reinterpretam suas próprias experiências no colégio
PRÊMIOS
- Melhor Direção do Festival de Sundance
CRÍTICA
O título engana: American Teen", numa primeira “ouvida”, parece ser apenas mais uma comediazinha escolar norte-americana tipo American Pie. Felizmente, não é
Na verdade, trata-se de um documentário formatado de maneira diferenciada, que num primeiro momento até causa uma série de dúvidas no público, mas que aos poucos vai conquistando a simpatia do espectador.
Explico: o filme mostra a experiência real de cinco adolescentes que estão prestes a se foram num colégio do interior dos EUA. Porém, o que à primeira vista parece puramente ficcional, igual a um filme como outro qualquer, aos poucos se revela documental.
Com os próprios adolescentes “interpretando”, por assim dizer, os seus próprios papéis. Não são atores vivendo personagens, mas jovens (re)interpretando a si mesmos em situações que eles mesmos vivenciaram .
Na pauta, como não poderia deixar de ser, as típicas questões do cotidiano da juventude. Popularidade, família, sucesso ou fracasso pessoal, desafios, amores, decepções. Tudo analisado sob cinco diferentes arquétipos: a rainha do baile de formatura, o garanhão da turma, o jogador de futebol, o rebelde e o nerd.
Premiado no Festival de Sundance (Melhor Direção), American Teen passa uma grande dose de veracidade e ainda tem o mérito de inovar dentro de um formato dos mais interessantes, renovando mais uma vez o sempre inquieto gênero do documentário. Celso Sabadin, Portal UOL.

HÁ TANTO TEMPO QUE TE AMO


Estréia em 26 de junho
Juliette (Kristin Scott Thomas) retorna à sua família e à sociedade, após 15 anos de ausência e rejeição. Apesar de uma separação familiar drástica no passado, sua irmã mais nova, Léa (Elsa Zylberstein), decide abrigá-la em sua casa, onde mora com o marido, as duas filhas e o sogro. Aos poucos, a trama revela a aparente amoralidade por trás da tragédia que manteve Juliette afastada por tanto tempo da vida real.
CURIOSIDADES
- Nascida na Inglaterra, Kristin Scott Thomas é fluente em francês e foi membro do júri do Festival de Cannes em 2000.
PRÊMIOS
- Indicado ao Urso de Ouro do Festival de Berlim 2009 e vencedor do Prêmio do Júri Ecumênico - Vencedor Melhor Filme Estrangeiro do Bafta 2009. - Melhor Atriz (Kristin Scott Thomas) do European Film Awards 2008. - Indicado a quatro categorias do César e vencedor de duas (Atriz Coadjuvante para Elsa Zylberstein e Melhor Estreia para Philippe Claudel)
CRÍTICAHá Tanto Tempo que te Amo é o típico filme em que o fato de o diretor acumular a função de roteirista propicia imensa sinceridade em cada plano. A aliança entre expressões da imagem com os suspenses da trama cria uma relação de cumplicidade entre nós, os espectadores, e a complicada história de Juliette (Kristin Scott Thomas).Um filme de ausências e de coisas não-ditas, um jeito bastante conhecido dos franceses fazerem cinema. Priorizar o que não é dito em vez da verborragia dos personagens. A palavra é substituída pelo olhar, as frases dão lugar aos gestos, a presença abre espaço para a ausência. O “sim” é trocado pelo “não”. Sabemos pouco, muito pouco de Juliette. E não cabe a mim revelar o mistério que você vai descobrir ao assistir a estreia de Philippe Claudel na direção. Dois sentimentos trabalhados logo no início da trama permanecem por todo o filme: o desconforto com o segredo de nossa protagonista e a eterna sensação de outsider, peixe fora d’água que nadou por determinado oceano, foi obrigada a abandoná-lo e, quinze anos depois, percebe que a água segue o mesmo fluxo, com ou sem ela. O jeito é encaixar-se. Por que ela esteve ausente? Por que sua irmã, Lea (Elsa Zylberstein), ora está próxima, ora mostra-se ressabiada? Por que quando a pequenina P'tit Lys (Lise Ségur) é repreendida todas as vezes que pergunta sobre o passado de Juliette? Por que todos riem quando ela revela a verdade? Por que ela só encontra cumplicidade em outro “peixe fora d’água”, Michel (Laurent Grévill)? Por que todos fingiram que ela não existia? Há Tanto Tempo que te Amo é uma sucessão de “por quês”. As respostas surgem, aos poucos, para reforçar ainda mais as dúvidas. Pensamos sempre no passo seguinte, na próxima emoção, nas consequências das revelações de Juliette e de que maneira elas afetarão as relações com quem a cerca. Philippe Claudel pinta sua personagem sem adereços e nos joga em seu mundo de inadequações. O diretor não quer atingir o mental, o raciocínio. Prefere passar pelas afeições e alcançar os sentimentos. E o faz. Quando chegamos ao ápice da emoção, os créditos finais sobem e Claudel encerra, por ora, a nossa relação com o mundo de Juliette. Heitor Augusto, Portal UOL.

TRANSFORMERS: A VINGANÇA DOS DERROTADOS



Estréia em 24 de junho
Sam (Shia LaBeouf) e Mikaela (Megan Fox) voltam a ficar na mira dos Decepticons, que desta vez precisam do rapaz vivo, já que ele detém conhecimentos valiosos sobre as origens dos Transformers e como aconteceu a história dos robôs neste planeta. Em paralelo, os militares americanos e uma força internacional unem-se aos bons Autobots para enfrentar os vilões.
CURIOSIDADES
- No começo das filmagens, o ator Shia LaBeouf sofreu um acidente de carro fora dos sets, após sair de um clube noturno. A Paramount teve um prejuízo de cerca de US$ 200 mil por cada dia que o ator tinha de ficar em repouso, recuperando-se do acidente.
CRÍTICA
Boa notícia tanto para os fãs de Transformers como para quem não tem o menor interesse pela franquia, mas já ouviu falar sobre os carros que se transformam em robôs. Transformers: A Vingança dos Derrotados é mais filme que o primeiro. Especialmente em relação à história e aos desdobramentos da nova batalha entre os Autobots e os Decepticons.
Sam (Shia LaBeouf) cresceu e chegou a aguardada hora de entrar na universidade. Um mundo de descobertas se desenha à sua frente. Enquanto isso, a ameaça dos alienígenas malignos, cujo líder Megatron havia sido congelado no primeiro filme, torna-se realidade. Sam vai ter de lutar, mesmo que ache que essa guerra não seja sua.
Assim como no primeiro filme, duas histórias acontecem paralelamente: o garoto tenta levar uma vida normal com Bumblebee, seu carinhoso carro-robô na garagem, e os militares norte-americanos sofrem para conter a ameaça dos Decepticons. Repetindo a fórmula da produção de 2007, esses dois universos se entrelaçam e a ação corre solta.
O recheio da história, a volta dos Decepticons, a impotência e ignorância do governo, como o conhecimento de Sam torna-se peça chave na batalha, além da inclusão de novos personagens e inimigos fazem de Transformers: A Vingança dos Derrotados um filme mais interessante que Transformers. Agora, recado para os fãs dos robôs-carros: há um mundarel de novos personagens. Além dos carros, há também motos e animais que, ao menor sinal, estão prontos para ameaçar o garoto e sua namorada Mikaela (Megan Fox).
A produção continua bem cuidada e as coreografias das lutas são mais plásticas. Há ainda mais rigor tecnológico na transformação dos carros. Bumblebee continua criativo e falando por meio de músicas. O humor, que no primeiro filme se concentrava no jeito outsider de Sam, alcança também sua mãe, que protagoniza momentos hilários, mesmo que caricatos – exagero que marca o restante dos personagens.
Duas outras coisas chamam a atenção. A primeira é a exploração do corpo feminino. Se você já achou que a personagem de Megan Fox já fazia o perfil hot, aguarde para ver Alice (Isabel Lucas). No filme, o uso de suas curvas (e calcinha) são dignas de potrancas do funk. Verônica Costa do Furacão 2000 que se cuide.
A segunda é o desaparecimento de alguns personagens. Ao longo da trama, você perceberá alguns bugs, robôs que somem repentinamente e outros que surgem de surpresa. Sem explicações, eles são apenas limados ou inseridos abruptamente na história.
Transformers: A Vingaça dos Derrotados é mais filme que o primeiro, tanto para os fãs da franquia (que ficarão felizes com o final repleto de ganchos para um terceiro filme) como para os pais que têm de levar os filhos ao cinema para acompanhar os 147 minutos de ação, explosões, parafernálias tecnológicas e a eterna relação do ser humano com o desconhecido. Heitor Augusto, Portal UOL.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Woody Allen volta a Nova York com a comédia 'Tudo pode dar certo'


Larry David encarna o álter ego do diretor, vivendo um solitário razinza.
Filme estreia nesta sexta-feira (19) nos cinemas norte-americanos.

Em plena viagem pela Europa, Woody Allen faz escala em sua cidade natal, Nova York, para apresentar ao público "Tudo pode dar certo", seu filme mais recente que estreia nesta sexta-feira (19) nos Estados Unidos.
Depois de ter gravado na Europa suas últimas produções -"Match Point" (2005), "Scoop - O Grande Furo" (2006), "O sonho de Cassandra" (2007) e "Vicky Cristina Barcelona" (2008)- o cineasta nova-iorquino retorna a suas origens com esta cínica comédia protagonizada por Larry David (co-criador da série "Seinfeld" e protagonista de "Curb Your Enthusiasm").
David encarna o álter ego do diretor. Seu personagem é Boris Yellnikoff, um solitário ranzinza que, por acaso, conhece uma jovem do sul (interpretada por Evan Rachel Wood) com quem inicia um romance mais que particular, apesar dos impedimentos impostos pelos pais dela (interpretados por Ed Begley e Patricia Clarkson).
O roteiro do filme, assinado também por Allen, data dos anos 70, quando tinha pensado em oferecer o papel protagonista a Zero Mostel, uma ideia que teve que descartar devido à morte do ator em 1977. O cineasta preferiu adiar o projeto até encontrar um ator que encaixasse no perfil de Mostel, até que Allen pensou em David, com quem tinha tido um breve contato em "A era do rádio" (1987) e "Contos de Nova York" (1989).
"Larry me disse que eu estava cometendo um erro ao contratá-lo, por seus poucos filme e porque era terrível", disse Allen, de 73 anos. "E depois foi maravilhoso e natural desde a primeira tomada", acrescentou.
O personagem de David, que tem constantes ataques de pânico, se considera um gênio. No entanto, esteve perto de ganhar o Prêmio Nobel de Física Quântica. Tem um alto conceito sobre si mesmo e uma opinião negativa sobre a raça humana.
"Eu escrevi o roteiro, portanto é a maneira que eu vejo as coisas", admitiu Allen. "Mas Boris é um personagem que criei. Não me identifico com ele exatamente, é um extremo exagero dos meus sentimentos", acrescentou.
Muitos fãs encontrarão semelhanças do personagem com a maneira de ser do próprio diretor. Além disso, David afirmou que nunca quis interpretar Boris, por ele ser uma simples imitação de Allen. "Sei que é um papel que normalmente ele faria, mas nunca tentei parecer com ele, nem ele queria que eu fizesse assim, portanto não houve nenhum problema", comentou David.
"Eu não seria tão engraçado se ficassem insultando as pessoas e proclamando minha genialidade aos quatro ventos, mas há certos indivíduos com o carisma suficiente para fazer isso e Larry David é um deles", afirmou Allen.
A interpretação de David, de 61 anos, gerou comentários muito positivos da imprensa especializada, o que costuma ser normal nos filmes de Allen e cujo último exemplo foi o Oscar recebido por Penélope Cruz, por "Vicky Cristina Barcelona".

"Eles ganham o prêmio basicamente porque são bons", afirmou o diretor. "Minha contribuição é dar o papel a eles para que possam abrir suas asas e mostrar como são os personagens", continuou Allen.
Em julho, de novo na Europa, mais precisamente em Londres, o diretor começará a gravação de sua nova obra, ainda sem título oficial, que contará com a atuação de nomes como Antonio Banderas, Anthony Hopkins, Freida Pinto (de "Quem quer ser um milionário?"), Naomi Watts ("21 gramas") e Josh Brolin ("Milk - A voz da igualdade"). "É uma questão financeira. É muito caro fazer filmes em Nova York. Eu trabalho com muito pouco orçamento", concluiu o diretor.

'Clone' de Schwarzenegger deve ser novo Conan



Ator e fisiculturista austríaco pode protagonizar refilmagem.
Ele já interpretou o governador da Califórnia em um documentário.
Do G1, em São Paulo
As produtoras envolvidas na refilmagem de “Conan, o bárbaro” podem finalmente ter encontrado o ator ideal para o posto, que em 1982 foi ocupado por Arnold Schwarzenegger.
De acordo com o site “Hollywood reporter”, o autríaco Roland Kickinger está cotado para viver o personagem-título do longa.
À esq.Arnold Schwarzenegger como Conan, nos anos 80. À dir., o ator austríaco Roland Kickinger, cotado para reviver o papel
'Conan, o bárbaro' será refilmado em Hollywood.
Além das semelhanças físicas entre os dois, há o fato de Kickinger ser um fisiculturista que se transformou em ator, da mesma forma que o atual governador da Califórnia. O austríaco ainda teve um papel em “Exterminador do futuro”, franquia originalmente protagonizada por Schwarzenegger.
Para encerrar com chave de ouro o currículo do ator, ele já viveu uma versão de Schwarzenegger nos tempos de Conan em um documentário da A&E, intitulado “See Arnold run”, de 2005, sobre o ator que virou político.
Poucos detalhes foram divulgados até agora sobre o projeto, mas sabe-se que as filmagens devem começar ainda neste ano, na Bulgária, e que a história de um homem que busca vingança após ter sido vendido como escravo deve ganhar atualização, inspirada nos filmes de ação atuais.
Marcus Nispel, que fez a nova versão de “Sexta-feira 13”, está contratado para dirigir o longa.

Confira a lista dos 10 personagens gays de destaque no cinema

Jim Carrey sai do armário na comédia ‘I love you Phillip Morris’.Hillary Swank ganhou Oscar por papel em ‘Meninos não choram’.



Do G1, em São Paulo

STEVEN RUSSELL (JIM CARREY) “I love you Phillip Morris” só entra em cartaz em outubro, mas, a julgar pela recepção em festivais como Sundance e Cannes, o primeiro personagem gay de Jim Carrey no cinema se tornará inesquecível. A comédia tem como pano de fundo a história de amor trágica entre os personagens de Carrey e Ewan McGregor. Ambos estão ótimos nos papéis, mas é Carrey quem se destaca desde o momento em que sai do armário.
Em tempo: quem for ao cinema, leva um Rodrigo Santoro de brinde, em mais uma das aparições-relâmpago do bofe brasileiro em Hollywood.





REBECCA (JACINDA BARRETT) Em “Bridget Jones – no limite da razão” (2004), a protagonista gordinha vivida por Renée Zellweger finalmente desencalha e arranja o namorado dos seus sonhos, o advogado careta Mark Darcy (Colin Firth). O maior pesadelo de Bridget, no entanto, é a sócia do rapaz, Rebecca - linda e elegante como uma top model, e para piorar vive por perto do casal.
Mas a moça pode ficar tranquila, não há motivos para pânico.
Rebecca é lésbica e apaixonada pelo jeitão desajeitado de Bridget.






GIA CARANGI (ANGELINA JOLIE) Na cinebiografia “Gia – fama e destruição” (1998), Angelina Jolie interpreta a história real de Gia Carangi. Uma das primeiras top models do mundo fashion, a bela alcançou fama e fortuna nos anos 80, mas perdeu tudo por causa do seu vício em cocaína e heroína.


A personagem é apaixonada pela jovem Linda (Elizabeth Mitchell), mas sua dependência química acaba destruindo também o relacionamento.
O filme é um drama ousado e não faltam cenas de beijo ardentes e nudez entre o casal de moçoilas.





VIDA BOHEME E NOXEEMA JACKSON (PATRICK SWAYZE E WESLEY SNIPES)
Patrick Swayze e Wesley Snipes interpretam as drag queens Vida Boheme e Noxeema Jackson em “Para Wong Foo, obrigada por tudo! Julie Newmar” (1995).
Na mesma linha “Priscilla – a rainha do deserto”, o filme mostra como a alegria e a exuberância de um grupo de transex pode alterar a rotina de uma cidadezinha do interior.
O ator John Leguizamo - como a drag-aprendiz Chi-Chi Rodriguez - completa o time das "montadas".Road movie purpurinado, o longa mostra a trajetória de um trio de drags rumo a um grande concurso do gênero. Ótima a cena incial do filme, em que a dupla Swayze-Snipes deixa de lado sua porção de marmanjos e capricha no modelão para brilhar com meia-calça e salto agulha.




ALYSSA JONES (JOEY LAUREN ADAMS)
Mais um clássico do amor proibido entre héteros e gays. A comédia do diretor nerd Kevin Smith mistura homossexualidade, com quadrinhos e cultura pop.



O quadrinista Holden McNeil (interpretado por Ben Affleck) se apaixona pela roteirista Alyssa Jones, mas descobre que ela é lésbica.
Depois de idas e vindas, acaba ficando com a moça, só para descobrir que nada acontece como ele sempre sonhou.








ENNIS E JACK (HEATH LEDGER E JAKE GYLLENHAAL) Quem diria que uma história de amor entre dois caubóis poderia comover tanto o público – hétero e gay? Pois a façanha foi obtida pelo diretor Ang Lee em “O segredo de Brokeback Mountain” (2005).
Na década de 60, Ennis e Jack se apaixonam durante uma temporada de trabalho no campo.
Reprimidos, eles se casam com mulheres e ao longo de 20 anos tentam conviver com o sentimento proibido e a dura vida real.
O vaqueiro Ennis é mais uma das interpretações memoráveis de Heath Ledger.





ANDY, DAVID, JAY E CAL (STEVE CARRELL, PAUL RUDD, ROMANY MALCO E SETH ROGEN)
“Sabe como eu sei que você é gay?”, a pergunta bizarra, que ganha respostas ainda mais absurdas, é repetida à exaustão entre os machões que encabeçam o elenco da comédia “O virgem de 40 anos” (2005). O tímido Andy nunca fez sexo em suas quatro décadas de existência. Os amigos do trabalho – que se dizem autênticos “pegadores” – tentam a todo custo arranjar uma garota para tirar a virgindade do rapaz.
No entanto, tamanha insistência na mesma questão ao longo do filme, leva à dúvida: “será que eles sabem que são gays?”.




BRANDON TEENA (HILLARY SWANK)
O papel da garota em conflito com sua identidade sexual em “Meninos não choram” (1999) rendeu à atriz Hillary Swank o Oscar . Insatisfeita com sua condição de mulher, Teena Brandon muda de cidade, esconde os traços femininos e adota o nome de Brandon Teena. Lá, se envolve com meninas e tenta levar uma vida normal. Mas quando um grupo conservador descobre sua farsa, uma onda de violência acontece no local. Filme impactante, que mostra o horror a que o caminho do preconceito e da intolerância pode levar.






LADY DI (RODRIGO SANTORO)
LADY DI (RODRIGO SANTORO) Galã de status hollywoodiano, Rodrigo Santoro não economizou no gestual feminino ao interpretar o travesti Lady Di no filme “Carandiru” (2002). Baseado no best seller homônimo de Drauzio Varella, o longa conta a história de alguns presidiários antes do massacre de 111 pessoas, ocorrido em 1992. Se o casamento gay ainda não é uma realidade no Brasil, dentro do Carandiru foi. Abusada, Lady Di se casou com seu companheiro, Sem Chance (Gero Camilo), dentro da penitenciária. De véu e grinalda.







ROBERT (RUPERT EVERETT) Os gays amam Madonna. E nem no cinema eles resistem ao charme da rainha do pop. Em “Sobrou pra você” (2000), a cantora interpreta a professora de yoga Abbie, que divide o apartamento com seu melhor amigo, Robert, gay assumido. A dupla tem o relacionamento perfeito, mas não dá sorte no amor. Em uma noite de lamentações e bebedeiras em nome de seus fracassos amorosos, acabam fazendo sexo. Abbie engravida e a dupla decide criar a criança, como pais e grandes amigos.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

"Romance" representa Brasil no Festival de Xangai



Cena de "Romance" com Wagner Moura e Letícia Sabatella e o diretor, Guel Arraes; filme está no Festival de Cinema de Xangai

da Efe, em Xangai
O filme "Romance", de Guel Arraes, será o único representante do Brasil na mostra competitiva da edição deste ano do Festival Internacional de Cinema de Xangai (SIFF).
O filme conta a história do diretor e ator de teatro Pedro (Wagner Moura), que se apaixona por Ana (Letícia Sabatella), atriz com quem contracena na peça "Tristão e Isolda".
Nos bastidores da peça, Pedro e Ana esbarram nos obstáculos do amor contemporâneo, como o ciúme e a rotina, e discutem se é possível viver um amor recíproco feliz.
Mesmo com o fato de a história de "Tristão e Isolda" não ser muito conhecida pelos chineses, a produtora do filme, Clarice Saliby, disse à agência Efe que "o público chinês não só entenderá o filme, mas se interessará por ele, porque trata de um tema universal, que é o amor".
"Para os chineses, pode ser enriquecedora a oportunidade de entrar em contato com a cultura ocidental", acrescentou.
A primeira exibição do filme no festival não contou com a presença de Guel Arraes, que trabalha atualmente em seu próximo projeto, disse Saliby.
Também não estiveram presentes Leticia Sabatella e Wagner Moura, indicado ao prêmio "Jin Jue" de melhor ator em Xangai.
A edição deste ano do festival também servirá de palco para a estreia mundial de "Destino", a primeira co-produção cinematográfica entre Brasil e China, dirigido por Moacyr Góes e estrelado por Lucélia Santos.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

"Jean Charles" quer celebrar a luta de um imigrante em um país estrangeiro

CAROLINA OLIVEIRA
Da BBC Brasil, em Londres

O longa-metragem "Jean Charles", dirigido pelo brasileiro Henrique Goldman e com Selton Mello no papel principal, tem pré-estreia (apenas para convidados) nesta terça-feira, em São Paulo. A estréia nos cinemas brasileiros está prevista para o dia 26.
O filme conta a história de Jean Charles de Menezes, o eletricista mineiro morto com sete tiros na cabeça pela polícia britânica em 2005, na estação de metrô de Stockwell, no sul de Londres.
Mas, segundo Goldman, a tragédia é apenas uma parte da trama. O principal objetivo do filme, segundo o diretor, é contar a história da vida de Jean e de seus primos em Londres. "Apesar de estar tratando de uma tragédia, é um filme alegre", afirma. "É um filme sobre a vida, não sobre a morte."
"A intenção com o filme é tentar mostrar o cara que ninguém conheceu", diz Marcelo Starobinas, um dos roteiristas do filme. "Em toda a cobertura da imprensa, em todo lugar onde o caso ficou famoso, Jean Charles ficou famoso só por aqueles poucos minutos em que entrou no trem e foi baleado", acrescenta o roteirista. "Mas muito pouco se soube sobre quem ele era."
"Nós optamos por fazer com que o público conhecesse esse personagem, se envolvesse com a vida dele e, a partir desse envolvimento emotivo, compartilhasse essa nossa indignação com o que aconteceu com ele", acrescenta Goldman.
Imigrante
Como milhares de brasileiros que emigram para a Europa e os Estados Unidos em busca de melhores condições econômicas, Jean Charles partiu para Londres em 2002. O brasileiro foi confundido pela polícia com um dos extremistas islâmicos que teriam planejado um ataque frustrado ao sistema de transportes da capital britânica em 21 de julho de 2005. No dia seguinte, Jean Charles foi seguido ao sair do apartamento em que morava e, ao entrar no metrô, foi morto por um grupo especial da polícia londrina.
O roteirista Marcelo Starobinas afirma que o filme procura "celebrar" a luta do imigrante em um país estrangeiro.
"Jean Charles é um cara que vive essa história do imigrante brasileiro de uma maneira muito icônica, de uma forma muito representativa da média dos brasileiros que estão vivendo no exterior," diz Starobinas.
Segundo os criadores, o filme é uma mistura de ficção e fatos reais. "É quase como se, para contar a realidade de um jeito mais profundo, a gente tivesse que inventar um pouco", diz Goldman. "Isso nós fizemos despudoradamente."
Elenco
Além de atores experientes como Selton Mello e Vanessa Giácomo, o elenco também é formado por não-atores, incluindo pessoas que conviveram com Jean Charles, como a prima Patricia Armani, que interpreta o seu próprio papel.
"Nunca tinha me passado pela cabeça participar de um filme", conta Patrícia. "Teve aquele lado triste também de ter que relembrar as coisas para poder fazer as cenas. Cheguei a ter até uma certa depressão durante as filmagens. Mas foi muito legal, foi uma experiência muito gratificante mesmo."
De acordo com os produtores, os familiares de Jean Charles terão uma participação na renda do filme.
"Nós tivemos um trabalho sempre junto com a família", afirma Marcelo Starobinas. "Nós lemos o roteiro para os primos várias vezes, fomos a Gonzaga (cidade natal da família, em Minas Gerais), lemos o roteiro para o irmão do Jean Charles, explicamos a história para os pais do Jean, aceitamos sugestões, mudamos muitas coisas no filme que desagradavam a família", acrescenta o roteirista."Jean Charles" será lançado em circuito nacional no Brasil no dia 26 de junho, mas ainda não tem data de estreia na Grã-Bretanha.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Próxima Estréia 19 junho AMERICAN TEEN



Sinopse
Popularidade é tudo. Rompimentos e erros no jogo de basquete são o fim do mundo; ser aceito pela faculdade é um sonho que vira realidade; encaminhar um e-mail para a pessoa errada é o pior pesadelo. Essa é a experiência real de cinco adolescentes do último ano de um colégio de Indiana (EUA). A rainha do baile de formatura, o garanhão da turma, o jogador de futebol, o rebelde e o nerd: não importa com quem você se identifique, todos poderão se envolver com esses jovens americanos. Documentário

Próxima Estréia 19 junho TRAMA INTERNACIONAL



Sinopse
A trama acompanha a trajetória de um agente da Interpol (Clive Owen) em busca de um banqueiro suspeito por lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, armas e práticas de terrorismo. Naomi Watts vive uma promotora de justiça de Manhattan que o auxilia na empreitada. Drama

Próxima Estréia 19 junho NOTHING BUT THE TRUTH


Sinopse
Em Washington, Rachel Armstrong (Kate Beckinsale) é uma repórter de política do The New York Times, que escreve reportagem bombástica sobre um escândalo no governo. Agora, pressionada pelo promotor Patton Dubois (Matt Dillon), ela que corre o risco de ser presa se não revelar sua fonte, uma agente da CIA. Suspense

Próxima Estréia 19 junho TINHA QUE SER VOCÊ



Sinopse
Harvey Shine (Dustin Hoffman) está em Londres por causa do casamento de sua filha. É quando o inesperado acontece e ele conhece Kate Walker (Emma Thompson), uma inglesa que desperta no protagonista sentimentos há muito tempo esquecidos. Drama.
CRÍTICA
De vez em quando, algum produtor de Hollywood ainda se lembra que não são apenas os adolescentes que vão ao cinema. E decide criar um entretenimento digno para o público de meia idade. É o caso do emotivo Tinha que Ser Você, romance que deu a Dustin Hoffman e Emma Thompson indicações ao Globo de Ouro.Ele vive Harvey Shine, um nova-iorquino divorciado que viaja até Londres para o casamento de sua filha. E ela interpreta Kate Walker, uma solteirona inglesa que trabalha no aeroporto londrino. Sim, é claro que eles vão se conhecer e se apaixonar, mas saber disso não é o mais importante do filme. O que conta mesmo é saborear como tudo vai acontecer. E em que intensidade. O filme é deliciosamente escrito e dirigido pelo inglês Joel Hopkins, praticamente um estreante. E a produção é supreendentemente norte-americana. O advérbio de surpresa vem do fato de que Tinha de Ser Você tem ritmo, humor, diálogos e tempero tipicamente britânicos. Ou seja, pelo visto deixaram o tal Hopkins trabalhar com liberdade. Bom para quem gosta de um filme dirigido sem pressa, onde os protagonistas têm tempo suficiente para seus diálogos, onde não há a necessidade de uma trilha sonora insistente e incessante. Bom para quem sabe apreciar os silêncios, os olhares e as sutilezas como expressões dramáticas, e para quem não se importa se o roteiro não trouxer nenhum momento bombástico ou pirotécnico. Tinha que Ser Você é um belo romance maduro, para um público maduro, interpretado por um elenco maduro. Tanto que em determinados momentos chega a lembrar o clássico Tarde Demais para Esquecer, talvez como um tipo de homenagem ou referência ao antigo jeito de se fazer cinemão romântico. Emma Thompson está a maravilha de sempre, compondo seu personagem com um talento praticamente inigualável no cinema moderno. E Hoffman, que nos últimos anos havia ligado uma espécie de “piloto automático”, reencontra o frescor de seus trabalhos anteriores. Sem explosões, tiroteios ou perseguições de automóveis, o filme teve apenas uma discreta bilheteria nos cinemas dos EUA, onde faturou US$ 15 milhões. Azar de quem perdeu. Uma dica final: não vá embora do cinema assim que subirem os créditos finais. Restará ainda uma cena final envolvendo um serial killer polonês. Juro! Celso Sabadin

Próxima Estréia 19 junho THE LUCKY ONES


Sinopse
Três soldados - Colee Dunn (Rachel McAdams), T.K. Poole (Michael Peña) e Pat Cheaver (Molly Hagan) - voltam da Guerra do Iraque e descobrem que a vida seguir sem eles. Juntos, decidem fazer uma viagem pelos Estados Unidos, cada com uma missão: Colee quer devolver a guitarra de seu namorado, uma vez que o instrumento salvou sua vida; T.K. procura conquistar confiança em si mesmo para encarar a esposa diante de sua impotência sexual; Cheaver, agora um homem de meia-idade, quer tentar a sorte nos cassinos para ganhar dinheiro e poder custear os estudos do filho. Comédia Dramática.

Próxima Estréia 19 junho BONITINHA, MAS ORDINÁRIA

Sinopse
Edgard (João Miguel) é namorado de Ritinha, uma mulher bonita e simples, que trabalha como professora para sustentar suas três irmãs e a mãe desequilibrada mentalmente. Ele também sofre com as dificuldades financeiras para sustentar sua mãe, viúva de um marido que não teve dinheiro nem para o enterro. Edgard tenta se virar trabalhando como subalterno na empresa do milionário Dr. Werneck (Gracindo Junior). Seu drama começa quando Peixoto (Leon Góes), genro e empregado do Dr. Werneck, faz a proposta para Edgard casar com Maria Cecília (Letícia Colin), filha de seu chefe. Agora, Edgard tem de lidar com a tentação que aprisiona sua mente: abrir mão do seu amor por Ritinha ou casar com Maria Cecília

Estréia em 19 junho OBSESSIVA



Beth (Beyoncé Knowles) e Derek Charles (Idris Elba) são casados. Sua vida sofre uma reviravolta quando uma estagiária do escritório dele, Lisa Sheridan (Ali Larter), desenvolve uma estranha e violenta obsessão por Derek.

HANNAH MONTANA: O FILME



Celso Sabadin

CRÍTICA

Ok, tudo bem, talvez eu seja um sujeito estranho por querer buscar algum tipo de "mensagem" num filme descompromissado como Hannah Montana – O Filme, mas achei a tal mensagem. Fazer o que, achei! O filme me incomodou um pouco.Explico: até as cenas finais, tudo vai bem. O filme mostra que Miley Cyrus, a "garota comum" por trás da pop star Hannah Montana, está ficando diferente, fútil e consumista, com a fama subindo-lhe à cabeça. Um caso típico de criatura engolindo o criador. Seu pai, então, decide lhe aplicar um corretivo: confina a menina por duas semanas no sítio da avó, onde deverá aprender a valorizar novamente as coisas simples e verdadeiras da vida. Lembra um pouco os roteiros de Doc Hollywood – Uma Receita de Amor ou Carros. Até aí, tudo conforme previsto. Previsto até demais, diga-se. O problema é que, na cena final (não vou contar), torna-se bem clara a mensagem de que é muito melhor fantasiar-se com uma peruca loira e fingir ser Hannah Montana do que voltar ao anonimato e ser autêntico. A história dá um "dane-se" para a autenticidade e para os valores mais reais da vida, e prega que o importante mesmo é ser famoso. Pelo menos foi assim que eu percebi o filme. Estava começando a pensar que talvez eu tivesse viajado demais na teoria quando meu filho de sete anos, que me acompanhou na sessão, disse o seguinte: "Quando ela é Hannah Montana, todo mundo gosta dela; quando ela não é, ninguém gosta". Vixi Maria! Eu não estava viajando tanto assim. A "mensagem" foi transmitida. E agora, o que eu falo pro garoto? "Se a versão é mais interessante que o fato, publique-se a versão?" Peço para ele assistir a O Homem que Matou o Facínora? Ou simplesmente excluo o Disney Channel da minha TV paga? Não quero dar uma de Ubaldo, o Paranoico (os mais velhos sabem do que estou falando), mas Hannah Montana - O Filme parece ser um enorme merchandising do consumismo e da era da ditadura das celebridades. Fora isso, é tudo bonitinho, bem feitinho, bem cantadinho, bem dançadinho, bem fotografadinho, bem produzidinho, bem embaladinho e bem distribuidinho... Só como curiosidade, a jovem atriz Miley Cyrus fez sua estréia cinematográfica em 2003, no filme Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas, aos 11 anos. Ninguém poderia supor que três anos mais tarde ela estaria bombando como protagonista do seriado de televisão Hannah Montana, sobre esta mega pop star adolescente que vive uma vida "normal" quando não está com sua roupa de palco.

JONAS BROTHERS 3D: O SHOW

CRÍTICA
Os créditos iniciais de Jonas Brothers 3D: O Show são acompanhados de uma sequencia na qual os três membros da banda são perseguidos em Nova York por um grupo de fãs ensandecidas. Qualquer comparação com o início de Os Reis do Iê Iê Iê (1964) não é coincidência. Assim como os Beatles (banda retratada no filme de 1964) eram, no início de sua carreira, idolatrados por jovens cheias de hormônios nos anos 60, os irmãos Jonas - Nick, Joe e Kevin – também conquistaram o coração do público, formado majoritariamente por meninas, cantando um pop rock meloso, entregue dentro da bela embalagem formada pelo trio de galãs juvenis.Dirigido por Bruce Hendricks (Hannah Montana & Miley Cyrus - Show: O Melhor Dos Dois Mundos), Jonas Brothers 3D: O Show tem uma proposta bem clara: aproveitar a tecnologia 3D para levar uma apresentação ao público dos Jonas Brothers, filmada em dois dias na Califórnia (os sete mil ingressos para os dois shows na cidade de Anaheim esgotaram em três dias, para se ter uma ideia do que é esse fenômeno). A vantagem: um preço bem menos salgado do que os ingressos aos shows dos rapazes. Recentemente, eles fizeram shows no Rio de Janeiro e São Paulo por ingressos que chegavam os R$ 600. Claro, não é a mesma coisa, mas deve atrair estritamente aos mesmos espectadores que foram ao show e, principalmente, os que ficaram de fora. Pelo menos por aqui. A cena inicial é fictícia, mas não impossível de ser imaginada. O sucesso dos Jonas Brothers é um verdadeiro fenômeno juvenil, o que podemos ver não somente na reação do público durante a mega-apresentação filmada pela equipe do longa, mas também nas cenas de bastidores que o diretor acompanhou, como quando os irmãos lançaram o disco A Little Bit Longer em Nova York, no dia 12 de agosto de 2008. O filme não tenta explicar ou fazer com que o espectador entenda tamanho furor e paixão despertada pelo grupo, muito menos aborda questões da vida pessoal dos irmãos ou conta a trajetória do trio, mas tem o objetivo claro de fazer esse recorte na carreira dos músicos extremamente carismáticos: o auge em suas carreiras. O que será depois? Não é essa a ideia, mas, para quem não é fã dos Jonas Brothers, o interesse em Jonas Brothers 3D: O Show é nulo. Agora, quem aprecia o trio vai se deliciar com as cenas muito bem filmadas do show e algumas pérolas captadas dos bastidores.

MINHAS ADORÁVEIS EX-NAMORADAS

CRÍTICA

Mark Waters vem construindo uma carreira das mais interessantes no cinema comercial americano, ao menos desde Sexta-feira Muito Louca, de 2003, primeiro filme em parceria com Lindsey Lohan (o segundo e último foi Meninas Malvadas, de 2004). Em 2005, lançou seu melhor filme até agora, E Se Fosse Verdade, e em 2008 a delíciosa fábula As Crônicas de Spiderwick. Seu talento já foi confirmado e seu nome segue firme como um dos que devem ser seguidos.Eis que chegamos ao triste ano de 2009, ano em que o cinema comercial tem se mostrado demasiado frágil, boas ideias parecem ter fugido da América e Mark Waters desce quase ao nível de Cinco Evas e um Adão, comédia romântica frouxa que dirigiu em 2001. Em Minhas Adoráveis Ex-Namoradas, peca por um dos fatores mais importantes na confecção de uma comédia romântica, justamente o subgênero que tão bem domina: a escolha do elenco. Nada de errado com Jennifer Garner (Elektra) ou Matthew McConaughhey (Um Amor de Tesouro), a princípio, mas não são atores que se saiam bem em qualquer tipo de papel ou qualquer mudança na construção de seus personagens. Jennifer não sofre tanto disso, a não ser na reação à mudança do personagem de McConaughey. Esta, por ser mais radical, precisava de um ator mais versátil para realizá-la. Vamos, então, resumir ao máximo a história para chegar mais perto do ponto chave do filme: Connor Mead (McConaughey) é um mulherengo que, na véspera do casamento de seu irmão, recebe a visita de seu tio falecido (Michael Douglas), reconhecido mulherengo-mor da família, ídolo de Mead. Este anuncia a visita de três fantasmas e aí fica clara a referência à obra de Charles Dickens, Canção de Natal. Só que Connor Mead não é Ebenezer Scrooge, o sovina de Dickens, e a mudança que o personagem sofre, virando casadoiro, arrependido dos anos de farra, deixando de lado a incapacidade monogâmica, encontra em McConaughey um espelho que não reflete o que deveria. Vemos um cordeirinho nos momentos finais do filme, mas o ator parece incapaz de atuar como tal, parecendo o tempo todo que está enganando a todos e, nesse processo, ao espectador também, e a si mesmo - personagem e artista. Como o único sinal de cinismo do filme de Waters é a tentativa final do tio de conquistar um dos fantasmas, mostrando que seu discurso para converter o sobrinho era meio de fachada, temos a impressão de que tudo gira em falso em Minhas Adoráveis Ex-namoradas. O que não impede que Waters consiga imprimir sua direção classuda em momentos belos, como a visita do terceiro fantasma. Mas é pouco para quem nos brindou com E Se Fosse Verdade e As Crônicas de Spiderwick, dois dos mais belos contos do cinemão recente.

Sandra Bullock cortou chocolate para aparecer nua em novo filme


O ator Ryan Reynolds observa Sandra Bullock antes de entrar na pré-estreia de "The Proposal", no dia 1º de junho, em Los Angeles (EUA)San Salvador, 9 jun (EFE).
A atriz Sandra Bullock deu um tempo no chocolate e trabalhou "duro" para entrar em forma e fazer bonito na cena de nu do filme "The Proposal", no qual atua ao lado do ator Ryan Reynolds."Eu amo meu corpo, mas quando você o vê grande em uma tela e quando bate contra outro corpo, as coisas balançam, e eu não quero que balancem demais", afirmou a atriz em entrevista publicada hoje no jornal salvadorenho "El Diario de Hoy".
No filme, Bullock faz o papel de Margaret, uma executiva que para evitar ser deportada ao Canadá, de onde a personagem é original, propõe a seu assistente Andrew (Ryan Reyonolds) fingir que estão noivos.
Ela reconheceu que, apesar de "em certo nível" sempre ter sido ligada a esportes, trabalhou "duro" com um preparador físico para o papel.
"Sabíamos que poderíamos conseguir boas risadas se mostrássemos o nu total. E se ia mostrar um nu total em minha carreira, seria o momento perfeito para isso", assegurou.
Bullock contou que a cena foi gravada como "uma coreografia de dança", e que, depois de três horas de filmagens, os dois passaram a achar tudo tão natural que "era como dizer: Vi você pelado, e daí?".
"Sabia que esta cena aconteceria, e à medida que se aproximava, deixei de comer os chocolates de sempre, tinha uma meta para cumprir (...), porque sabia que estaria em uma tela gigante que todo mundo ia ver", acrescentou Bullock.

Rui e Vani querem apimentar a relação em ‘Os normais 2’

Dirigido por José Alvarenga, longa-metragem estreia em agosto.
Luis Fernando Guimarães e Fernanda Torres seguem como protagonistas
Seis anos depois do primeiro longa-metragem, Rui (Luis Fernando Guimarães) e Vani (Fernanda Torres) voltam à cena em “Os normais 2” A Noite Mais Maluca de Todas, que será lançado nos cinemas em agosto. Na história, dirigida por José Alvarenga e escrita pela dupla Alexandre Machado e Fernanda Young, os casal decide apimentar a relação e encontrar alguém que tope embarcar num “ménage à trois”. O filme se passa em apenas uma noite, e tem o Rio de Janeiro como cenário. O longa contará ainda com participações especiais e aparições de personagens variados: uma prima (Drica Moraes) de Vani, que acaba acidentada; uma garota de programa picareta (Aline Moraes), que passa os noivos para trás; uma bicampeã de kick-box (Daniele Suzuki ); uma francesa (Mayana Neiva), que aciona a polícia; uma frequentadora de karaokê (Danielle Winits); e uma mulher (Claudia Raia) que termina entalada na banheira com os dois.

Estréia de Intrigas de Estado

Ator interpreta político infiel em 'Intrigas de Estado', que estreia no país.Em entrevista ao G1, ele falou do papel e de suas ações sociais no Congo.

Fábio M. Barreto Especial para o G1, em Los Angeles

Ben Affleck em cena do filme 'Intrigas de Estado' (Foto: Divulgação)

Inspirado numa série de televisão da BBC, “Intrigas de Estado”, filme de Kevin Macdonald (“O último rei da Escócia”) que estreia nesta semana no Brasil, coloca o jornalismo investigativo frente à frente com a velocidade da internet e avalia seus pontos fortes e fracos na luta diária pela notícia. Afinal, o que vale: velocidade ou confiabilidade?
Um dos astros que tem a responsabilidade de retratar essa situação é Ben Affleck, que conversou com G1 em Los Angeles para falar sobre seu novo filme, explicar por que ficou longe das telas e, de quebra, mostrar o que tem feito para ajudar áreas carentes no Congo.
G1 - Você interpreta um político infiel em "Intrigas de Estado". Acha possível ser um bom político sem usar o "lado negro" para conquistar vitórias importantes?
Ben Affleck - Embora dê certo charme ao personagem, e deixe os fofoqueiros do mundo real pulando de alegria, sou da crença de que isso seja irrelevante na arena política. Acredito muito mais na plataforma política e nas realizações do político em questão para o público, do que em sua vida pessoal ou, nesse caso, sexual.
G1 - Mas a presença de uma mentira no currículo, seja para a esposa, seja para o eleitorado, não implicaria na quebra de confiança desse ciclo?
Affleck - Pode ser, mas imaginemos dois cirurgiões: um deles é excelente, mas trai a esposa; o outro é medíocre, mas é 100% fiel. Qual você prefere na hora de ser operado? Eu quero o cara excelente, pode apostar. Não que eu aprove isso, mas a sociedade moderna tem essa obsessão pela vida pessoal, especialmente de nossos líderes, cuja principal função é tornar nossa vida melhor. Sempre me pergunto: qual a importância em valorizar qual carro certo político usa ou deixa de usar, em vez de criticar ou analisar suas realizações no âmbito legislativo?
G1 - Estava com vontade de interpretar um político ou alguém o sugeriu para o papel de Stephen Collins?
Affleck - Fui o último ator a ser escalado. Primeiro Brad [Pitt] saiu e chamaram Russell [Crowe], mas isso atrasou tudo e aí Edward [Norton] não podia cumprir o novo cronograma, pensaram em mim. Quando me ligaram, tive que decidir imediatamente (risos) se faria, ou não, esse papel. Bom, é só olhar para aquele elenco [o ator adora Helen Mirren], dá para dizer não? (risos).
G1 - Mesmo assim, simular essa amizade tão duradoura com o personagem de Crowe não deve ter sido tão simples, não?
Affleck - Essa foi minha maior preocupação, mas não tínhamos muito tempo para criar isso fora da tela. A parte boa é que ele fez o possível para estreitarmos nossa amizade, ficou bastante próximo e isso ajudou um bocado durante as cenas
G1 - Então, boa parte da pesquisa envolveu sentar e papear com Crowe?
Affleck - Também. Adoro essa parte (risos). Precisei fazer muita pesquisa para viver um político e, surpreendentemente, aprendi que preciso demonstrar muito mais respeito pelas pessoas que trabalham no governo. Estou muito confortável desse lado do jogo do poder (risos), e espero que eles estejam confortáveis do lado de lá.
G1 - Mas não está confortável sendo apenas um ator. Afinal, seu trabalho no Congo tem reverberado mundo afora.
Affleck - Cheguei num ponto da minha vida em que batalhar minha carreira e minhas necessidades pessoais não era o suficiente para mim. Faltava algo. Foi aí que li artigos sobre o Leste do Congo e fiquei anestesiado ao saber das mazelas que afetam aquele lugar, com milhares de pessoas morrendo todos os dias, um país cujo sistema de segurança entrou em colapso total e quis me envolver. Mas não vou bancar o bacana que caiu de pára-quedas na situação. Dediquei bastante tempo para conhecer pessoas envolvidas com o país, visitei várias cidades do Congo, produzi um documentário sobre os problemas lá, escrevi um artigo para a revista "Time" e, com sorte, pretendo iniciar minha própria organização com foco em alguns dos problemas que aquelas pessoas enfrentam. Espero que tudo aconteça no próximo ano e meio.
G1 - E a linha contrária dizendo que a África não precisa de ajuda e que tudo isso é jogada de marketing, não especificamente no seu caso, mas em geral?
Affleck - Isso foi gerado por um livro lançado recentemente ["Dead aid", de Dambisa Moyo] que defende a tese do exagero de mídia quando se mostra os países africanos como indefesos, incapazes de se sustentar e, basicamente, um bando de miseráveis. E essa percepção prejudica pessoas e países. Com isso eu concordo, mas a discussão vai muito além. Só não acho que dizer que a ajuda financeira à África em dez anos, assim, de forma arbitrária, é apenas um modo extremo para vender livros e ser polêmico. É a mesma situação quando se ataca o Bono, é tudo tática para garantir vendas e difundir sua mensagem, por mais infundada que ela seja, em todos os lugares. A lógica criada por teorias como essa diz que é errado mostrar imagens de catástrofes ou de sofrimento agudo, como pessoas mutiladas ou, no caso dos Estados Unidos, casas submersas depois do Furação Catrina. Esse pessoal defende que devemos mostrar lugares já reconstruídos ou gente trabalhando, olhando para o infinito e pensando que suas ações vão ser recompensadas por uma mão invisível que a todos cura e protege. Isso não é verdade, é ultrajante, aliás.
G1 - Esse envolvimento social levou a uma certa redução na quantidade de filmes que você tem feito nos últimos anos?
Affleck - Nesse caso, não. O que realmente determina o ritmo de trabalho é a dinâmica entre minha esposa e eu. Trabalhamos alternadamente, ou seja, um de nós sempre está em casa com as crianças. Também levou um tempo para eu dirigir meu primeiro filme, mas sempre com o pensamento na família. Agora estou prestes a iniciar as filmagens de um filme com Tommy Lee Jones ["The company men"] e tenho mais um projeto para dirigir, então o ritmo se definiu naturalmente.
Crítica

‘Intrigas de Estado’ presta homenagem ao 'velho' jornalismo
História traz Russell Crowe e Ben Affleck nos papeis centrais.Filme estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (11).
No auge da crise que atingiu em cheio a imprensa norte-americana, quando alguns dos jornais mais importantes do país se veem prestes a fechar as portas, chega aos cinemas nesta quinta-feira (11) “Intrigas de Estado”, filme-homenagem à tradição dos impressos.
Baseado no seriado homônimo, já exibido pela BBC, o longa ganha as ruas de Washignton para mergulhar nos meandros da indústria bélica e nos bastidores da segurança nacional norte-americana.
Russell Crowe é o jornalista Cal McAffrey, repórter veterano do “Washignton Globe”, que, ao se envolver na apuração do assassinato de um menor infrator, acaba descobrindo uma história maior e mais complexa.
O crime investigado pelo jornalista acaba levando-o a um outro caso que, separadamente, ganha as páginas dos jornais: a relação adúltera do congressista Stephen Collins (Ben Affleck) com sua assistente, que morre em circunstâncias misteriosas no metrô. Collins lidera uma comissão que apura a relação de uma empresa armamentista com o governo dos Estados Unidos – e além disso é amigo antigo de McAffrey.
Unidos pela (má) notícia, os dois se reencontram. O congressista busca proteção contra os paparazzi plantados em frente à sua casa; o jornalista quer o furo de reportagem. Mantêm uma relação cordial, de ajuda mútua, numa tentativa de conciliar a amizade antiga e os interesses pessoais. Na figura de McAffrey, principalmente, é depositada toda a bagagem do herói – mesmo Crowe fazendo questão de incorporar o tipo do jornalista sujo, cabeludo e barrigudo. É por meio do personagem de McAffrey que o roteiro apresenta críticas não apenas à indústria da fofoca, mas também à corrida da mídia on-line e à suposta falta de comprometimento e responsabilidade de alguns blogs. Em contrapartida, expõe o trabalho intenso e elaborado da apuração de acordo com os velhos moldes. Não que a chefe de McAffrey (a excelente Helen Mirren) não cobre dele ineditismo e histórias que rendam alta vendagem de jornais, mas os princípios do veterano são incorruptíveis, a não ser pelo óbvio conflito ético em que se mete ao decidir apurar um caso que envolve um amigo particular.
A redação do “Washignton Globe” é um capítulo à parte, representada em minúcias pela equipe de “Intrigas de Estado”, que percorreu as redações de tradicionais jornais norte-americanos, incluindo “Washington Post” e “Los Angeles Times”, fotografando e examinando documentos de arquivo que poderiam servir como inspiração. O desenhista de produção, Mark Friedberg, afirmou: “descobrimos, sobretudo, como os repórteres são bagunceiros. Eles não têm muito tempo para arquivar documentos. Arquivar significa empilhar papeis”. E assim tornou-se realidade a mesa caótica em que McAffrey escreve seus textos, repleta de recortes antigos.
O tempo todo, o clima do filme faz lembrar “Todos os homens do presidente” (1976), longa de Alan J. Pakula com Robert Redford e Dustin Hoffman sobre o Watergate, escândalo político que culminou na renúncia do então presidente americano Richard Nixon. E o diretor Kevin MacDonald assume não apenas a referência, como também a homenagem –“é um dos maiores filmes americanos de jornalismo já criados”, afirmou o documentarista escocês premiado com o Oscar com “One day in September”, e que alcançou notoriedade depois de dirigir “O último rei da Escócia”. Mas “Intrigas de Estado” não é um filme puramente de jornalismo - trata também de conspirações, reviravoltas e intrigas, como sugere o próprio título. Por trás das discussões de questões éticas da profissão, está um longa-metragem que também oferece bom entretenimento. E que termina com uma das sequências mais marcantes do cinema recente, com o jornal sendo impresso, enquanto a câmera acompanha todas as etapas do processo até a revelação de uma manchete que encerra a história.