sexta-feira, 5 de junho de 2009

De Repente, Califórnia (2007)



Drama

O jovem Zach (Trevor Wright) trabalha em uma lanchonete, sem perspectivas, e ajuda a irmã Jeanne (Tina Holmes) a cuidar de seu filho, Cody (Jackson Wurth). Quando o escritor Shaun (Brad Rowe), o irmão mais velho do amigo de Zach, retorna para uma temporada em busca da cura pelo seu desbloqueio criativo, em casa, ele logo se interessa pelos talentos artísticos de Zach. A amizade casual motivada pelo surf se transforma em uma verdadeira e íntima relação.

Estréia 05 de junho.

CRÍTICA DO FILME

“Isso tá me parecendo mais um filminho pornô gay”. Essa é a primeira impressão que se tem ao ver os vinte primeiros minutos de De Repente, Califórnia (Shelter, 2008). O abuso de cenas com corpos sarados em alto mar e o fato do protagonista ter rostinho de “ninfeto” ajudam bastante a se tirar essa conclusão precipitada. Mas não se engane, vem muito mais por aí. (ainda bem!) O filme mostra a história de Zach, um adolescente pobre que ama surfar e andar de skate, mas que foi obrigado a abandonar seu sonho de ir para uma escola de artes para poder ajudar sua família: o pai, que sofre de problemas de saúde, e a irmã, Jeanne, que não dá a mínima para o filho, Cody, que considera Zach um pai.Tudo começa a mudar após a chegada de Shaun, irmão mais velho do melhor amigo de Zach, que se interessa por seu talento artístico e começa a passar o tempo todo junto dele, surfando e relembrando os tempos de infância. Um laço muito forte é criado entre os dois. Após uma noite de risos e bebedeira, acabam se beijando. E é aí que a vida de Zach começa a mudar.Beleza, até aqui o espectador pensa: "Ah, mais uma história sobre a dificuldade de se descobrir e se assumir homossexual, o amor proibido, bla bla bla". Mas não, o filme vai tomando rumos não tão óbvios, e aborda temas que vão além do preconceito. Dá bastante ênfase ao fato de se conseguir formar uma família a partir de um casal homossexual (lembre-se, estamos falando da Califórnia, onde a luta pelo casamento gay é algo constante e sempre manchete nos noticiários. Chamar atenção positivamente pra isso parece também ser uma causa do filme, apesar de não ser explícito) e que não importa o que aconteça, o importante é buscar a felicidade.Resumindo, os pontos positivos conseguem sufocar os negativos. O filme trata a homossexualidade com bastante delicadeza, e as cenas são muito verdadeiras. Não no sentido pornográfico, mas no passional. O espectador se envolve com os personagens, e no final todos torcem por um final feliz. Outro ponto também bastante interessante do filme, apesar de ser um drama, nem tudo termina mal como a maioria dos filmes hollywoodianos sobre homossexuais. “De Repente, Califórnia” é verdadeiro, mas não deixa de sonhar.

Nenhum comentário: