terça-feira, 20 de outubro de 2009

"Bastardos Inglórios" chega perto da obra-prima


Crítica
André Setaro
De Salvador (BA)
O cinema de Quentin Tarantino é uma 'farra' de referências e de alusões cinematográficas, um cinema construído com a memória dos filmes vistos que se reprocessam na estrutura narrativa de seus filmes. O que poderia parecer, à primeira vista, uma colcha de retalhos, uma miscelânea, adquire, porém, um vigor próprio, e se conflui num estilo particular a ponto de se sentir em seus personagens um "homus tarantinianus".
"Bastardos inglórios" ("Inglourious Basterds", 2009) é, a rigor, um filme sobre cinema, uma festa para os cinéfilos, 153 minutos de ação e emoção, e as influências do autor, adquiridas na visão obsessiva de filmes e filmes, adquirem, aqui, um caráter, poder-se-ia dizer, de "fraturas expostas". Mas o que Tarantino recolhe de sua memória, de seus "recuerdos", enquanto espectador, é um material que sofre um processo de manipulação, de marchas e contramarchas, de subversão dos clichês (não apenas pela pretensão de subvertê-los, mas como um recurso de seu estilo, de sua maneira de pensar e refletir o cinema visto), uma manifestação ou, mesmo, uma declaração explícita de amor a determinados "modos" de fabulação e, mais importante, da maneira pela qual o específico cinematográfico é "posto em cena." O resultado de "Bastardos inglórios" é uma obra que revigora e que vem atestar a criatividade num momento em que a arte do filme se encontra no atoleiro da mesmice e da inexistência de inventores de fórmulas.
A apontada subversão de clichês se dá, na estrutura narrativa de "Inglorious basterds", pela frustração das expectativas convencionais. Quando o filme parece que se encontra a tomar um rumo determinado, há uma reviravolta capaz de frustrar o espectador habituado à convenção da linguagem cinematográfica e de levá-lo a ter uma surpresa. Tarantino manipula a "mise-en-scène" com um objetivo bem precípuo: o de dar ao espectador o prazer do cinema e fazer deste um exercício de liberdade criadora.

Uma subversão, por assim dizer, partida mesmo do próprio "plot". A ação, que transcorre durante a Segunda Guerra Mundial, as costumeiras vítimas dos filmes de guerra da época, os judeus, assumem, em "Inglorious basterds", a condição de vingadores brutais num processo de inversão. A Alemanha ocupa a França da liberdade, igualdade e fraternidade, e, nos seus primeiros anos, uma mulher, Shoisanna (Mélanie Laurent) testemunha a execução de sua família pelas mãos do coronel nazista Hans Landa (Christoph Waltz em interpretação impressionante). A judia sobrevivente ao massacre, no entanto, consegue escapar e foge para Paris, onde muda o seu nome e assume a identidade de uma dona de um cinema 'poeira'. Em outro lugar da Europa, o tenente Aldo Raine (Brad Pitt, outra excelente composição de personagem e mais impressionante ainda em se tratando de Pitt) prepara um grupo de soldados judeus americanos, "os bastardos", que objetiva espalhar o terror contra os alemães e eliminar os líderes do Terceiro Reich.

A influência mais notória, confirmada pelo próprio diretor, é a de Enzo G. Castellari, obscuro realizador italiano de westerns-spaghettis ("Deus criou o homem e o homem criou o colt"/"Quella sporca storia nel west", 1968, "Vou, mato e volto"/"Vado, l'ammazzo e torno", 1967, "Mate todos eles e volte só"/"Ammazzali tutti e torna solo", 1967, ", entre outros filmes de ação e 'thrillers'). E também a de Robert Aldrich, o grande Aldrich de "Os doze condenados" ("The thirty dozen", 1968). Há lampejos de Leoni, Ford, e mais, e mais.

O início de "Bastardos inglórios" dá a impressão de se estar a ver um típico 'western-spaghetti'. A primeira sequência é um primor e poucos os cineastas contemporâneos que sabem usar os diálogos com a fluidez de Tarantino. Faz lembrar aquela conversa entre Samuel L. Jackson (que em "Inglorious basterds" funciona como o narrador em voz 'off') e John Travolta, que discutem, em "Tempo de violência" ("Pulp ficction", 1994), as vicissitudes de se massagear os pés femininos minutos antes de uma matança generalizada.

Depois de "Jackie Brown", verdade seja dita, não se esparava mais nada de Quentin Tarantino, ainda que os dois "volumes" de "Kill Bill" (2003/04) sejam apreciáveis. "Bastardos inglórios", no entanto, surpreendeu incrédulos no seu cinema que se pensava perdido em meados dos anos 90. Tarantino surgiu para a arte do filme com "Cães de aluguel" ("Reservoir dogs"), em 1992, visto aqui no Brasil, pela primeira vez, na Mostra Internacional de Leon Cakoff. Inspirado no clássico "Rashomon" (1950), do mestre japonês Akira Kurosawa, que aborda a questão do "ponto de vista múltiplos", e, por eles, a reflexão sobre a verdade dos fatos, "Reservoir dogs", na sua estrutura narrativa, mostra um fato a ser recontado várias vezes por diversos personagens. O 'plot' apresenta uma quadrilha que tenta roubar diamantes, mas algo dá errado, e os sobreviventes da bárbara ofensiva policial, trancafiados num lugar, reconstituem o episodio para se chegar a uma conclusão de quem é, realmente, o culpado. A articulação da linguagem lembra a estrutura proposta por Stanley Kubrick em "O grande golpe" ("The killings", 1955). Mas a segurança e o domínio formal de Tarantino são evidentes.

Se "Reservoir dogs" fica restrito aos cinéfilos mais impertinentes (um sucesso muito mais em VHS do que em salas de cinema, onde chega a ser exibido quase escondido), "Tempo de violência" (o título que toma aqui "Pulp Fiction", 1994) é um êxito e dá início à "Tarantino mania". Palma de Ouro no Festival de Cannes e Oscar de roteiro original, "Pulp Fiction" conta uma história que se desenvolve em três partes não-cronológicas e possui momentos antológicos (como a cena da dança entre John Travolta e Uma Thurman). Além do mais, os diálogos são inteligentes e a narrativa possui frescor, envolvência, e Tarantino mostra aqui o seu imenso talento de cineasta. Um personagem, por causa da ausência da cronologia, morto numa das partes reaparece em outra, a provocar uma certa estupefação naqueles mais conformistas com a tradição do discurso cinematográfico.
O fato é que "Bastardos inglórios" restitui ao espectador o prazer do cinema, um prazer cada vez mais raro no lixo audiovisual contemporâneo. E, copiando Jean-Luc Godard, quando escreveu no Cahiers du Cinema que "o cinema é Nicholas Ray", digo aqui e agora: "O cinema é Quentin Tarantino".
André Setaro é crítico de cinema e professor de comunicação da Universidade Federal da Bahia (Ufba). Fonte: http://terramagazine.terra.com.br


segunda-feira, 19 de outubro de 2009

PRÓXIMA ESTRÉIA 23 DE OUTUBRO: VIGARISTAS


Os irmãos Bloom (Adrien Brody e Mark Ruffalo) aperfeiçoaram suas vigarices através de anos de fraterno trabalho em equipe. Agora eles decidiram assumir um último e espetacular golpe: atrair uma bela e excêntrica herdeira e elaborar um esquema para levá-la em uma viagem ao redor do mundo.


Crítica
Celso Sabadin


Filmes sobre golpes simpáticos e divertidos aplicados por golpistas simpáticos e divertidos costumam ser bastante… Simpáticos e divertidos. Golpe de Mestre e Onze Homens e um Segredo são dois exemplos bem marcantes deste - digamos - subgênero. A boa notícia é que Vigaristas (título nacional que batiza The Brothers Bloom) vai muito além do simpático, e muito, muito além do divertido. Trata-se de uma verdadeira preciosidade.


Os irmãos do título original são Stephen (Mark Ruffallo) e Bloom (Adrien Brody, de O Pianista). Órfãos, desde crianças eles são expulsos das famílias que tentam adotá-los por estarem sempre aplicando desfalques em seus padrastos. O inteligente Stephen é quem arquiteta as ideias e cria os planos. E o sensível Bloom é um excelente executor. Porém, quando chega à idade adulta, Bloom entra em crise existencial. Ele percebe que não é ninguém e que, durante toda a vida apenas, desempenhou os papéis escritos por seu irmão. Melancolicamente, ele precisa ir em busca do próprio destino. Stephen, porém, não quer que a dupla se desfaça e propõe ao irmão um último e grande golpe: desfalcar Penelope (Rachel Weisz, de O Jardineiro Fiel), uma excêntrica milionária.

A partir daí, o ótimo roteiro e a empolgante direção de Rian Johnson desenvolvem um delicioso jogo ilusório ao redor do mundo, onde nada é o que parece, e onde as maiores certezas se desvanecem num segundo. Uma brincadeira de perde e ganha? Muito mais que isso, pois os personagens de Vigaristas têm nuances, inteligência, profundidade e humanismo.


É tocante a interpretação de Brody como o homem que percebe ter sido um títere durante toda a vida. Um executor sem vontade própria, um manipulado que imaginava ser o manipulador. É riquíssima a personagem Penelope, a mulher que sabe tudo, tem tudo, mas nunca vivenciou nada, sendo escrava de seus livros e vítima de uma piada de mau gosto. Bloom tem sede de individualidade. Penelope tem sede de viver. Cada um ao seu jeito, ambos precisam recuperar os tempos perdidos de suas vidas. E em meio a eles está Stephen, um homem que… Bem, como já foi dito, nada neste filme é o que parece.


Não bastassem as riquezas dos personagens, a fina ironia dos diálogos, o sarcasmo das situações e as belíssimas locações (Sérvia, Romênia, Montenegro e República Checa), ainda por cima o filme tem uma direção genial repleta de planos criativos (e significativos), ótimo ritmo, interpretações carismáticas e um eficiente trabalho de som. A direção de arte não estabelece períodos. Mistura o novo com o antigo, o clássico com o moderno, e cria assim um visual de conto de fadas, amparado ainda mais pela beleza da cidade de Praga.

Criativo, inteligente e sensível, o filme foi lançado em pouquíssimas salas nos cinemas dos EUA, onde naufragou na bilheterias. Cineclick UOL.

PRÓXIMA ESTRÉIA 23 DE OUTUBRO: SUBSTITUTOS


Num futuro no qual os homens vivem isolados e se comunicam por meio de robôs, dois agentes do FBI, Greer (Bruce Willis) e Peters (Radha Mitchell), investigam o assassinato misterioso de um estudante.
O crime está ligado ao homem que ajudou a criar os Surrogates, cópias robóticas de seres humanos. Cineclick UOL.

PRÓXIMA ESTRÉIA 23 DE OUTUBRO: NO MEU LUGAR


A partir da intervenção de um policial num assalto com refém, em uma casa de classe média, afeta profundamente as vidas de três famílias cariocas.

Comentário do espectador
fernando - 16/07/2009 12:12

uma das melhores coisas que ja vi, o filme não se entrega em nenhum momento, o povo precisa assistir e aprender a avaliar filmes, temos muitos filmes comercias, precisamos deixar nossa gente mais culta de cinema e esse filme é um grande exemplo disso! parabens a produção deste.
Fernando cunha

PRÓXIMA ESTRÉIA 23 DE OUTUBRO: GAROTA INFERNAL


Jennifer Check (Megan Fox) é uma líder de torcida, extremamente popular entre os garotos do colégio, que é possída por um demônio e passa a atacá-los.
Sua melhor amiga, Needy Lesnicky (Amanda Seyfried), então, tenta ajudar os jovens a escaparem da assassina.

PRÓXIMA ESTRÉIA 23 DE OUTUBRO: A TRILHA


Cydney (Milla Jovovich) e Cliff (Steve Zahn) formam um casal aventureiro que resolve comemorar a lua-de-mel fazendo trilhas pelas mais belas e remotas praias do Havaí.
Caminhando nas selvagens e isoladas trilhas eles acreditam ter encontrado o paraíso.
Entretanto, quando se deparam com um assustado grupo de turistas que informa sobre o assassinato de um casal em outra ilha eles passam a discutir um possível retorno para casa.


PRÓXIMA ESTRÉIA 23 DE OUTUBRO: BONS COSTUMES



John Whittaker (Ben Barnes) é um jovem aristocrata inglês que conhece a bela americana Larita Huntington (Jessica Biel), durante uma viagem ao sul da França. Apaixonado, o rapaz acaba se casando com ela, por impulso. Ao levá-la para conhecer sua família, John dá início a uma série de confrontos, principalmente entre sua mãe e sua amada.


Crítica
Sérgio Alpendre

O diretor australiano Stephan Elliott (Priscilla - A Rainha do Deserto) conta que na adolescência era fã de Steven Spielberg; somente depois descobriu Alfred Hitchcock, influência confessa do diretor de E.T.. Apesar de achar o Bons Costumes original um Hitchcock menor, realizado por um artista com visão do mundo ainda em formação, revelou que o diretor de Psicose teve, sim, mas por outros motivos, uma influência enorme em Bons Costumes, seu mais recente trabalho, e, disparado, o melhor de sua carreira.
Bons Costumes não é nenhuma maravilha, e chega a ser óbvio em alguns momentos. Mas é bem simpático e, de longe, o ápice da obra deste diretor, que já fez o boboca Priscilla - A Rainha do Deserto e o constrangedor Bem-vindo a Woop Woop. A história gira em torno de um casamento precipitado entre uma americana (Jessica Biel, de Eu os Declaro Marido e... Larry) e um inglês (Ben Barnes, de As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian), após a Primeira Guerra Mundial. Quando ele vai apresentar a noiva, com planos de morar com ela na imensa mansão que a família possui no subúrbio londrino, a reação da matriarca interpretada brilhantemente por Kristin Scott-Thomas (Há Tanto Tempo que Te Amo) é a mais incômoda possível. Indiferença em alguns momentos, desprezo em outos, mas, acima de tudo, uma enorme diferença separa nora de sogra: o contraste entre duas culturas diferentes: a americana e a inglesa.
O filme, baseado em famosa peça de Noel Coward, segue todo em clima de comédia leve, até que acontece um fato inusitado e drástico, mas também muito engraçado. Aí vira, por alguns minutos, uma comédia nervosa, com vários momentos hilários, mas que provocam um riso tenso, pois, afinal, pode haver implicações terríveis para a heroína, com a qual o espectador, a esta altura, já estará completamente identificado.
Com inegável charme e rapidez nas gags, além de uma direção surpreendentemente estilosa, que lembra alguns momentos de Rainer Werner Fassbinder (O Casamento de Maria Braun) e Ingmar Bergman (Morangos Silvestres), Bons Costumes é visto com muito prazer, ainda que falte ao diretor Elliott um domínio maior da dramaturgia, o que, a julgar pelo incrível progresso em sua carreira, ele pode conseguir a curto prazo.Cineclick UOL.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

PRÓXIMA ESTRÉIA 16 DE OUTUBRO: TE AMAREI PARA SEMPRE


Henry DeTamble (Eric Bana) sofre de uma rara modificação genética, que o faz viajar pelo tempo involuntariamente.

Numa de suas viagens, ele conhece a pequena Clare (Rachel McAdams), que se apaixona por ele imediatamente. Ano após ano, ela espera sempre no mesmo lugar que este estranho viajante retorne.

Até que os dois, finalmente, se encontram e a paixão começa. Porém, o curso da vida de Clare é normal e, quando ela menos espera, seu grande amor desaparece, sem data para retornar. Como poderia um romance suportar a estas indas e vindas? Cineclick UOL.


Crítica
Angélica Bito
Te Amarei Para Sempre é a versão cinematográfica do romance A Mulher Do Viajante No Tempo, de Audrey Niffenegger. Títulos bem diferentes entre si, no caso. Resta dizer que a história tem muito mais a ver, claro, com o título da obra original do que com o que o filme recebeu no mercado brasileiro, mais uma tática publicitária para levar ao cinema espectadores que querem um romance daqueles bem açucarados, sobre amores que resistem ao tempo. Mas não recebem.

A tal da mulher do viajante do tempo é Clare (Rachel McAdams), uma estudante de artes que desde pequena sabe que vai casar com Henry (Eric Bana). Aliás, não é segredo nenhum que eles acabam tendo um relacionamento, mas há um aspecto bem peculiar que coloca sérios obstáculos nesse amor – afinal, histórias de amor sem conflitos não são interessantes, pelo menos para o cinema -: ele viaja no tempo espontaneamente. Não é como o personagem de A Máquina do Tempo, clássico romance de H.G. Wells, que desenvolve uma máquina para viajar no tempo; Henry tem o costume de desaparecer de repente, deixando somente suas roupas, para reaparecer em locais com os quais tem certa afinidade. Nu. É mais ou menos como O Efeito Borboleta, mas sem o suspense nem as “mandingas” para concretizar a viagem. Na realidade, Te Amarei Para Sempre trata essa anomalia genética do protagonista de uma forma bastante natural. E isso é o que mais incomoda no filme.


Sua abordagem não chega a ser focada no suspense que as viagens ao tempo do protagonista podem ocasionar, mas sim no romance entre ele e Clare, que passa sua vida nutrindo esse amor por Henry, superando qualquer tipo de carência ou ausência ocasionada pelas questões do amado. O filme, dirigido por Robert Schwentke (Plano de Vôo), já começa confuso. Nessa tentativa de desenvolver um romance de narrativa pouco convencional, com saltos para o futuro, passado e presente, o roteiro de Bruce Joel Rubin (Impacto Profundo) não faz muito além de confundir o espectador, que acaba ficando mais preocupado em tentar entender a história do que compreender esse amor tão impossível entre os protagonistas.


É um romance fadado ao fracasso, o que já afasta o espectador de se envolver com o longa. Nada contra amores impossíveis: filmes como Titanic e King Kong, por exemplo, estão aí para provar que esse argumento não é empecilho para bons romances. O problema existe quando a trama é incapaz de envolver o espectador e é este o caso de Te Amarei Para Sempre, não somente por causa do roteiro, mas também pela falta de química entre os protagonistas.


Aliás, curiosa a escolha musical no casamento do casal, que dança em plena festa embalado pela nada esperançosa Love Will Tear Us Apart, originalmente gravada pelo Joy Division e, no filme, interpretada pela excelente banda canadense Broken Social Scene. É um aviso: um amor fadado às decepções. Pelo menos dá para pensar que nenhum relacionamento é pior do que amar um homem que viaja no tempo sem aviso prévio.

PRÓXIMA ESTRÉIA 16 DE OUTUBRO: DISTRITO 9


Em um mundo fictício, extraterrestes tornam-se refugiados na África do Sul, onde ficam segregados dos humanos em uma área chamada Distrito 9. Após quase 30 anos, porém, as autoridades decidem mudá-los de local, o que gera conflitos.


Crítica
Angélica Bito

Quando o sul-africano Neill Blomkamp se desligou do projeto de dirigir a adaptação cinematográfica do videogame Halo - que ainda existe, previsto para 2012 -, o cineasta e produtor Peter Jackson [a mente por trás de O Senhor dos Anéis] ofereceu US$ 30 milhões para Blomkamp fazer o que quisesse. O que seria o sonho de qualquer cineasta início de carreira [este é o primeiro longa de Blomkamp] nada mais era do que sexto sentido cinematográfico do experiente Jackson. O resultado é Distrito 9, um dos mais novos fenômenos de bilheteria dos EUA, onde faturou US$ 114 milhões. Isso porque dificilmente um filme com indicação R [indicado para maiores de 17 anos] atinge um grande faturamento nos cinemas, como é o caso.

Surpreendentemente parada sobre Johannesburgo – e não em Washington ou Nova York, como outras ficções científicas -, uma gigantesca nave espacial despeja milhares de seres extraterrestres na maior cidade da África do Sul e permanece vinte anos pairando sobre o Distrito 9, como ficou conhecida a área onde os aliens permanecem isolados, em meio a impossibilidade de voltar para casa. Os humanos passam duas décadas sem saber o que fazer com os novos habitantes da cidade que, com o tempo, constroem barracos – como as favelas que tão bem conhecemos – e partem para a marginalidade, roubando tênis e celulares dos humanos – verdadeiros trombadinhas num apartheid intergaláctico. Até que a Agência MultiNacional Unida, criada para “cuidar” desses alienígenas, tem a “brilhante” ideia de realocá-los, construindo tendas a mais de 100 quilômetros de Johannesburgo para isolar mais ainda os visitantes intergalácticos. A situação, que já se encontrava à beira do caos, torna-se incontrolável quando o improvável líder do processo de locomoção, o atrapalhado Wikus Van De Merwe (Sharlto Copley), sofre um acidente.
 
A premissa de Distrito 9 é baseada no curta-metragem Alive in Joburg (2005), escrito e dirigido por Blomkamp. Foi nesse trabalho que o diretor trabalhou pela primeira vez com Copley, que nem tinha intenções de seguir como ator, mas agradou tanto como o protagonista desta ficção científica que ele será o capitão Murdock da adaptação cinematográfica de Esquadrão Classe A. E nenhum lugar melhor do que a cidade sul-africana – que, até 1994, separava e isolava os negros nos Soweto, bairro de periferia que abriga as favelas da cidade – para ambientar este longa, que ultrapassa as barreiras do gênero “filme de extraterrestres”.

O começo de Distrito 9 é conduzido de maneira documental, com depoimentos e todos os elementos do gênero. O espectador demora a saber o que está acontecendo. E é assim, aos poucos, que Blomkamp conquista a atenção de seu público, criando um clima de tensão que chega a ser palpável. Os alienígenas, apelidados de “camarões”, têm uma aparência que lembra um inseto. Não à toa, em dado momento o filme dialoga com A Mosca, clássico do terror dirigido por David Cronenberg em 1986. São assustadores e completamente convincentes, especialmente pela forma documental como são mostrados. Distrito 9 é tão feliz ao misturar elementos reais aos ficcionais que a tensão é inevitável. As criaturas são convincentes pelo excelente trabalho em CGI do longa não somente na criação visual dos extraterrestres, mas na forma como eles são inseridos na realidade de Johhanesbugo, interagindo com seres humanos.

O filme extrapola seu gênero por construir a tensão social espelhada no real clima de intolerância que tomou conta de Johannesburgo durante o apartheid. O clima, aliás, é provocado não somente pela segregação racial, mas principalmente pela desigualdade social. Mesmo sendo seres de outro planeta, os alienígenas acabam sendo corrompidos pela precária sobrevivência que conseguem levar no Distrito 9, não somente isolados, mas também reprimidos por uma violenta gangue de imigrantes nigerianos que dominam o local, não bastando o fato de estarem impossibilitados de voltar para casa. Assim, não é o fim do apartheid - ou a presença dele em dado momento histórico – que define o tipo de ambiente criado pela presença dos alienígenas na cidade. É, portanto, uma ficção com fortes raízes na realidade, o que o torna único em seu gênero.

Combinando uma boa dose de ironia, drama, excelentes efeitos especiais e um protagonista forte, Distrito 9 faz o quase impossível: tornar acreditável uma ficção científica. Cineclick UOL.


PRÓXIMA ESTRÉIA 16 DE OUTUBRO: NOVIDADES NO AMOR


Após um divórcio agitado, Sandy (Catherine Zeta-Jones) uma bela quarentona com dois filhos, resolve recomeçar a vida em Nova York.

Entre o novo trabalho, as crianças e a academia, Sandy não tem tempo para nada.

Quando contrata, Aram (Justin Bartha) um rapaz de 24 anos para ser “o” babá das crianças, sua vida dá outra reviravolta.


Crítica
Celso Sabadin



Tudo é uma questão de expectativa. Quem acreditar na propaganda de Novidades no Amor, e for assistir ao filme achando que realmente ele é uma comédia romântica, pode se decepcionar. Porém, quem for vê-lo sabendo que se trata de um romance - efetivamente com poucas cenas cômicas - talvez possa até curtir.


A questão é que o rótulo “comédia romântica” sempre dá muito Ibope e as distribuidoras preferem rotular os filmes desta maneira, mesmo não sendo o caso.



A história é sobre a bela quarentona Sandy (Catherine Zeta-Jones), uma daquelas mulheres perfeitas que criam uma família perfeita num perfeito subúrbio nova-iorquino. Antes mesmo dos créditos iniciais do filme terminarem, ela descobre uma traição do marido que - sem maiores delongas - deságua em divórcio e com Sandy e seus dois filhos indo morar no centro de Nova York. Neste particular, o filme não enrola e vai direto ao assunto: a reconstrução da vida da protagonista, agora tendo de arrumar um emprego e uma babá para suas crianças. É aí que entra a simpática figura de Aram (Justin Bartha, o noivo de Se Beber, Não Case): ele será “o” babá. E, claro, vai se apaixonar por Sandy e vice-versa.



Um dos problemas é que o rapaz é 15 anos mais novo que a mulher. Outro problema é que este tema da diferença de idades já foi tratado de forma muito mais divertida e interessante em Nunca é Tarde para Amar (2007), com Michelle Pfeiffer. E, sem este assunto, o roteiro fica meio perdido. Aliás, “irregular” seria o melhor adjetivo para classificar Novidades no Amor. Às vezes, tenta ser engraçado (não consegue); em outros momentos procura o drama; em determinadas cenas, flerta com os temas familiares (ponto em que se sai um pouco melhor); perde o ritmo na segunda metade e tem um desfecho pouco empolgante. São no mínimo estranhas as locações - certamente caríssimas - em Istambul e Paris para serem aproveitadas por pouquíssimos segundos dentro do filme.

Porém, é um entretenimento romântico, digno e, à exceção da cena do banheiro público (você vai identificar facilmente), não ofende a inteligência do espectador. Cineclick UOL.

PRÓXIMA ESTRÉIA 16 DE OUTUBRO: ARRANCA-ME A VIDA


Catalina Guzmán (Ana Claudia Talancón) busca a liberdade no ambiente machista do México, em 1930.

Ela encontra em Andres Ascencio (Daniel Giménez Cacho), homem simpático e poderoso, um meio de sair de seu mundo limitado.

Porém, rapidamente, descobre que, ao ligar sua vida a dele, está perdendo sua tão sonhada liberdade e acaba se apaixonando por outro homem da mesma roda de amigos de seu marido, arriscando sua vida por este amor.

PRÓXIMA ESTRÉIA 16 DE OUTUBRO: O DESINFORMANTE!


Mark Whitacre (Matt Damon) é um executivo em rápida ascensão na gigante empresa da agroindústria Archer Daniels Midland.

De repente, ele torna-se um informante do governo. Mesmo delatando ao FBI a conspiração para formação de cartel por parte da multinacional onde trabalha, Whitacre acredita que será transformado em herói da população e promovido na empresa.

Porém, antes que tudo isso se concretize, o FBI precisa de provas, então, Whitacre, entusiasmado, concorda em usar um microfone escondido e levar um gravador na pasta, imaginando-se uma espécie de agente secreto.

PRÓXIMA ESTRÉIA 16 DE OUTUBRO: ESTÓRIAS DE TRANCOSO



A pequena comunidade de Trancoso, cidade turística ao sul da Bahia, passa a conviver com os costumes, vícios e riquezas da modernidade urbana, trazida pelos turistas, que descobrem o local. Déa, uma jovem local se apaixona por Luigi, ator italiano que passa por Trancoso por conta de uma filmagem. Rosinha é apaixonada pelo pintor Tomzé desde a infância e, na adolescência, tem que conviver com a idéia de o jovem despertar interesse entre as moças turistas. O filme acompanha este e outros dramas de nativos da região.

Crítica

Angélica Bito

Os primeiros editais e concursos de roteiro que Estórias de Trancoso ganhou foram em 1996. Portanto, há mais de dez anos que o projeto do longa está sendo desenvolvido, mas somente agora chega em circuito. E estreia principalmente pela presença de Rodrigo Lombardi no elenco e sua súbita fama após a novela Caminho das Índias. Lombardi é o único ator profissional neste filme – que, aliás, marca sua primeira atuação em cinema, mesmo que em pequena participação -, cujo elenco é constituído por moradores da comunidade de Trancoso, no sul da Bahia.



Estritamente pesqueira, desde os anos 70 a comunidade vê aumentar sensivelmente o número de turistas. Estórias de Trancoso faz parte de uma trilogia concebida e dirigida por Augusto Sevá, que no final dos anos 70 realizou A Caminho das Índias - uma coincidência o mesmo nome da novela que tornou Lombardi famoso, no caso -, no qual mistura documentário e ficção sobre a comunidade de Trancoso. Era naquele momento em que a sociedade local tomava mais contato com o mundo urbano. Neste filme, Sevá segue analisando, por meio da ficção, as transformações sócio-econômicas pelas quais passam os moradores da comunidade de pescadores. Se antes a pesca era fonte de renda principal do local, o turismo passa a fazer cada vez mais diferença no painel econômico de Trancoso.

O grande mérito de Estórias de Trancoso é a forma como Sevá se aproveita da luminosidade e das paisagens locais para construir suas imagens. Mas a narrativa do longa é arrastada; a falta de preparação dos não-atores faz com que as histórias soem falsas, forçadas. Não existe uma unidade narrativa em Estórias de Trancoso. O filme acompanha várias histórias que se passam na comunidade, como o título deixa bem claro. O roteiro apresenta sérios problemas, como personagens que somem ou assumem posturas que não condizem. Isso sem contar que o excesso de personagens somente atrapalha para que o filme consiga ser bem resolvido.

Existe esse objetivo claro de mostrar a certa decadência tanto econômica quanto social em Trancoso por conta do crescente desenvolvimento e interesse dos turistas pela cidade baiana. Mas os personagens de Estórias de Trancoso não têm profundidade suficiente para convencer. Interpretados por locais, sem experiências anteriores na atuação, soam menos reais ainda, embora seja perceptível o interesse do diretor – também autor do roteiro – nessas transformações sociais experimentadas pela cidade; o uso de locais na ficção o aproxima do objetivo de focar a realidade em Trancoso. O tema seria muito mais interessante se abordado pelo viés do documentário. Também não ajuda ver Lombardi atuando como um italiano, falando nessa língua, especialmente porque atualmente ele é mais conhecido do que era quando o longa foi rodado. O que ajudou o filme a entrar em circuito também acaba depondo contra. Cineclick UOL

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Em Cartaz no Festival do Rio: TYSON

Quando entro no ringue, sou um Deus’, diz Mike Tyson em documentário
Filme está em cartaz no Festival do Rio, nesta quinta-feira (8).
Boxeador reconta sua história, da infância pobre ao sucesso mundial.
Débora Miranda
Do G1, no Rio

Um dos maiores boxeadores de todos os tempos, com uma carreira marcada por sucesso, fortuna, escândalos, dramas e decadência. “Tyson”, documentário de James Toback em cartaz no Festival do Rio, dá voz ao próprio lutador numa tentativa de recontar –e talvez explicar– a trajetória tão vencedora quanto controversa de Mike Tyson.

“Quando entro no ringue, sou um Deus. Ninguém pode me vencer”, diz a certa altura, no filme que mistura depoimentos atuais e rico material de arquivo, inclusive com cenas de lutas célebres e gravações familiares, o que proporciona um recorte amplo da conturbada vida de Tyson. Mas não espere ouvir versões do mesmo fato. “Tyson” abre espaço para que o boxeador conte apenas sua própria verdade, com a perturbação de quem enfrentou o vício e até a cadeia, mas a serenidade de quem teve bastante tempo para amadurecer.

As pessoas podem me julgar, mas não entendem a minha mente”, afirma, sem receio, diante da câmera de Toback. E é justamente com essa finalidade que o cineasta embarca numa viagem inicialmente à infância de Tyson, quando ele vivia no Brooklyn, em Nova York, com uma vizinhança barra pesada, e não passava de um menino gordinho que vez ou outra era sacaneado na rua. No início da adolescência se envolveu em roubos, e chegou a ser detido em uma instituição para menores.
 
Foi lá que conheceu o boxe. Ao sair, com 13 anos, conheceu Cus D’Amato, que não apenas passou a treiná-lo, como o acolheu em sua casa, o criou como filho e ensinou-lhe valores que considerava importantes. Entre eles, que Muhammad Ali era o maior boxeador de todos os tempos não apenas por seu talento, mas também por seu caráter.


A perda do mentor foi apenas um dos ingredientes no caos imenso em que se transformou a vida de Tyson assim que ele começou a ganhar tudo, nocautear todos e ganhar rios de dinheiro, no fim dos anos 80. Ele vivia o auge dentro dos ringues, e vivia perigosamente fora dele. Viajou o mundo, conheceu personalidade e se sagrou campeão mundial.


Aos 21, se apaixonou e um mês depois casou-se com sua primeira esposa, Robin Gives, com quem teve uma relação tão breve quanto tumultuada. A essa altura, o lutador já vivia uma rotina de promiscuidade, brigas e acidente de carro. Após o divórcio, desmotivado e com sua vida particular exposta, foi nocauteado por Buster Douglas.



Cena do documentário ''Tyson'', em cartaz no Festival do Rio (Foto: Divulgação)
Os depoimentos de Tyson com relação ao boxe são sempre emotivos e apaixonados. Ele conta que costumava, toda noite, assistir a lutas antigas para aprender os movimentos dos grandes. Revela, ainda, que seus maiores ídolos não eram pesos pesados, pois apreciava a velocidade dos mais leves. “ Eu sabia que eu tinha a agilidade e a força”, confessa. Com o rosto tatuado e o olhar de poucos amigos, o boxeador confessa ainda que, por muitas vezes, sentiu medo antes de uma luta.


O episódio envolvendo Desiree Washington, que o acusou de tê-la violentado, o que lhe rendeu três anos na cadeia, ganha tratamento especial, assim como outros antagonistas do lutador. Dentro do ringue, naturalmente, Evander Hollyfield, com quem trocou cabeçadas e mordidas, nos anos 90. Fora dele, Don King, que foi seu empresário e é acusado de ter roubado seu dinheiro. “Ele mataria a mãe por US$1”, alerta Tyson, que chama King de “réptil”.

A emoção fica para o final, com a derrocada do ídolo e a fala honesta após a derrota para o medíocre Kevin McBride, em 2005, que acabou encerrando sua carreira. “Não tenho mais estômago para isso. Não posso mais mentir para mim mesmo. Não vou desrespeitar o esporte perdendo para rivais desse calibre. O boxe não tem mais lugar no meu coração."

"Tyson" foi premiado na mostra "Um certo olhar", no Festival de Cannes.
"Tyson"
Quinta-feira (8), às 16h e às 20h, no Cine Glória

Antonio Banderas desiste de interpretar Ayrton Senna


De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, o ator espanhol Antonio Banderas (Jogo Entre Ladrões) não viverá mais o piloto brasileiro Ayrton Senna. De acordo com Viviane Senna, irmã do piloto, a iniciativa partiu do ator: “Outro dia, ele ligou e disse que agora está muito velho para fazer o Ayrton." De acordo com a empresária, Banderas ficou “super frustrado”.


O projeto, produzido pela Warner Bros., está demorando tanto para ser concretizado que Banderas acabou se achando velho demais para interpretar Senna, que tinha 34 anos quando morreu – o ator espanhol tem 49 anos.


Banderas estava interessado em viver o piloto desde 2001 e, para compor o personagem, chegou a conversar principalmente com Viviane, que forneceu informações sobre detalhes pessoais do piloto, morto em um acidente no Grande Prêmio de San Marino, na Itália, em 1º de maio de 1994. Banderas também teria passado horas assistindo a vídeos com cenas de corridas, depoimentos e noticiários relacionados ao tricampeão.

Robert Pattinson pode viver o príncipe Harry nas telas


Da Redação
Foto: Divulgação

Robert Pattinson (Crepúsculo) é o nome mais cotado para viver o príncipe Harry nos cinemas, segundo a revista Ok!.

The Spare, ainda em produção, contará a história do herdeiro mais novo da coroa britânica, incluindo seu ingresso no exército inglês e a trágica morte de sua mãe, a princesa Diana, em um acidente de carro, em 1997, quando ele tinha apenas 13 anos.

Henry Charles Albert David, neto da Rainha Elizabeth II, é filho do príncipe Charles e tem um irmão mais velho, William.

Em janeiro de 2002, admitiu que fumava maconha e era frequentemente flagrado pela mídia completamente bêbado, até seu pai interná-lo em uma clínica de reabilitação.


Outro ator muito cotado - que tem mais semelhança com o príncipe - para o papel é Rupert Grint, o Ron Weasley da saga Harry Potter.

O filme tem direção de Peter Kominsky. "Seus pais se divorciaram de uma forma espetacular e pública; sua mãe morreu de um jeito trágico e, novamente, o fato foi noticiado por todos", disse o diretor à publicação. "Sinto muita compaixão por ele."


As filmagens começarão em 2010, na Inglaterra e no Oriente Médio. The Spare ainda não tem previsão de estreia. cineclick UOL.

PRÓXIMA ESTRÉIA 09 DE OUTUBRO: FLORDELIS - BASTA UMA PALAVRA PARA MUDAR


Baseada em fatos reais, o filme conta a história de uma professora, ex-moradora da favela do Jacarezinho, Rio de Janeiro, e sua luta para adotar 50 crianças.

Perseguida pela polícia, ela foi ajudada por Herbert de Souza (Betinho) e, em contrapartida, ajudou um ex-traficante do crime (Reynaldo Gianecchini) a se formar em Direito. Cine Click UOL

PRÓXIMA ESTRÉIA 09 DE OUTUBRO: BASTARDOS INGLÓRIOS


Durante a Segunda Guerra, na França ocupada pelo exército alemão, a jovem Shosanna Dreyfus (Mélaine Laurent) testemunha a execução da família pelo coronel nazista Hans Landa (Christoph Waltz).

Porém, ela consegue escapar e passa a viver sob a identidade de uma proprietária de cinema em Paris, enquanto aguarda o momento certo para se vingar.

Ainda na Europa, o tenente Aldo Raine (Brad Pitt) organiza um grupo de soldados judeus para lutar contra os nazistas. Cine Click UOL

Conhecido pelo inimigo como "Os Bastardos", o grupo de Aldo recebe uma nova integrante, a atriz alemã e espiã disfarçada Bridget Von Hammersmark (Diane Kruger), que tem a perigosa missão de chegar até os líderes do Terceiro Reich.

PRÓXIMA ESTRÉIA 09 DE OUTUBRO: HERBERT DE PERTO


Herbert de Perto é um mergulho na vida de um dos mais talentosos músicos brasileiros.

Uma visão íntima e corajosa da vida e carreira do líder da banda Paralamas do Sucesso.

Herbert confronta-se com imagens de sua vida para contar sua história de luta, persistência e superação. Cineclick UOL


PRÓXIMA ESTRÉIA 09 DE OUTUBRO: 9 - A SALVAÇÃO


Quando o boneco 9 ganha vida, ele encontra-se em um mundo pós-apocalíptico, no qual os humanos foram dizimados.

Por acaso, encontra uma pequena comunidade de outros como ele, que estão escondidos das terríveis máquinas que vagam pela Terra, com a intenção de exterminá-los.

Apesar de ser o novato do grupo, 9 convence os demais que ficar escondido não os levará a nada.

Eles devem tomar a ofensiva se quiserem sobreviver e, antes disso, precisam descobrir por que as máquinas querem destruí-los. Cineclick UOL

PRÓXIMA ESTRÉIA 09 DE OUTUBRO: O GOLFINHO: A HISTÓRIA DE UM SONHADOR



O filme mostra a jornada de Daniel, um golfinho adolescente, que deixa seu bando para se aventurar em busca de um sonho: descobrir o verdadeiro significado da vida. Cineclick UOL