quarta-feira, 14 de outubro de 2009

PRÓXIMA ESTRÉIA 16 DE OUTUBRO: NOVIDADES NO AMOR


Após um divórcio agitado, Sandy (Catherine Zeta-Jones) uma bela quarentona com dois filhos, resolve recomeçar a vida em Nova York.

Entre o novo trabalho, as crianças e a academia, Sandy não tem tempo para nada.

Quando contrata, Aram (Justin Bartha) um rapaz de 24 anos para ser “o” babá das crianças, sua vida dá outra reviravolta.


Crítica
Celso Sabadin



Tudo é uma questão de expectativa. Quem acreditar na propaganda de Novidades no Amor, e for assistir ao filme achando que realmente ele é uma comédia romântica, pode se decepcionar. Porém, quem for vê-lo sabendo que se trata de um romance - efetivamente com poucas cenas cômicas - talvez possa até curtir.


A questão é que o rótulo “comédia romântica” sempre dá muito Ibope e as distribuidoras preferem rotular os filmes desta maneira, mesmo não sendo o caso.



A história é sobre a bela quarentona Sandy (Catherine Zeta-Jones), uma daquelas mulheres perfeitas que criam uma família perfeita num perfeito subúrbio nova-iorquino. Antes mesmo dos créditos iniciais do filme terminarem, ela descobre uma traição do marido que - sem maiores delongas - deságua em divórcio e com Sandy e seus dois filhos indo morar no centro de Nova York. Neste particular, o filme não enrola e vai direto ao assunto: a reconstrução da vida da protagonista, agora tendo de arrumar um emprego e uma babá para suas crianças. É aí que entra a simpática figura de Aram (Justin Bartha, o noivo de Se Beber, Não Case): ele será “o” babá. E, claro, vai se apaixonar por Sandy e vice-versa.



Um dos problemas é que o rapaz é 15 anos mais novo que a mulher. Outro problema é que este tema da diferença de idades já foi tratado de forma muito mais divertida e interessante em Nunca é Tarde para Amar (2007), com Michelle Pfeiffer. E, sem este assunto, o roteiro fica meio perdido. Aliás, “irregular” seria o melhor adjetivo para classificar Novidades no Amor. Às vezes, tenta ser engraçado (não consegue); em outros momentos procura o drama; em determinadas cenas, flerta com os temas familiares (ponto em que se sai um pouco melhor); perde o ritmo na segunda metade e tem um desfecho pouco empolgante. São no mínimo estranhas as locações - certamente caríssimas - em Istambul e Paris para serem aproveitadas por pouquíssimos segundos dentro do filme.

Porém, é um entretenimento romântico, digno e, à exceção da cena do banheiro público (você vai identificar facilmente), não ofende a inteligência do espectador. Cineclick UOL.

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